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	<title>Norma Braga &#8211; Norma Braga</title>
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	<description>Belas para a Glória de Deus</description>
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		<title>Top Ten, ops, Top Five 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jan 2024 17:11:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[Como sempre, eu gostaria de ter lido mais no ano que passou, mas 2023 foi um dos anos mais desafiadores em termos de crescimento pessoal. Doloroso e precioso nas mãos...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como sempre, eu gostaria de ter lido mais no ano que passou, mas 2023 foi um dos anos mais desafiadores em termos de crescimento pessoal. Doloroso e precioso nas mãos de Deus.</p>
<p>Por isso fiz uma lista, não de dez, mas de cinco livros que realmente me impactaram, todos eles escritos por mulheres e todos eles abordando o tema do abuso de alguma forma. (Sim, apesar dos conselhos de minha psicóloga, não consegui fugir do tema, haha!) Antes, duas menções honrosas:</p>
<p>Príncipe Harry, <em>O que sobra</em></p>
<p>Ainda que o leitor possa questionar a visão particular do príncipe Harry sobre seu contexto familiar — e lembro que vi muitos comentários depreciativos sobre ele, tanto de conservadores quanto de progressistas —, o livro nos faz refletir sobre o valor da privacidade e o poder da mídia para imprimir na cultura local representações cuidadosamente cultivadas, para o bem ou para o mal.</p>
<p>Matthew Perry, <em>Amigos, amores e aquela coisa terrível</em></p>
<p>O genial ator de Friends, que interpretou Chandler Bing por dez anos (de 1994 a 2004), morreu em outubro de 2023, pouco tempo depois dessa leitura. Contou sua história com uma vulnerabilidade rara no meio artístico. Estava lutando bravamente contra o alcoolismo, com algumas recaídas mas no geral de modo bem-sucedido, e buscando a Deus. Meu desejo é que o tenha encontrado.</p>
<p><strong>Top Five</strong></p>
<p>Lucy Maud Montgomery, <em>Anne de Green Gables</em></p>
<p>Embora continue preferindo Monteiro Lobato, que considero mais rico — tanto em reflexões quanto na forma literária — , lamentei não ter lido esse clássico da literatura infantil quando era criança, pois certamente consideraria Anne uma &#8220;alma irmã&#8221;, identificando-me com ela em seu amor pela beleza, sua imaginação e sua infância um tanto solitária. Ao mesmo tempo, seria muito inspirada por sua gratidão e sua disposição em servir.</p>
<p>Sarah Stankorb, <em>Disobedient Women</em> [Mulheres desobedientes]
<p>Stankorb é uma jornalista premiada, com artigos em inúmeros jornais e revistas de renome nos EUA. Foi criada na fé cristã mas não a segue. O título não deve repelir os cristãos, pois não diz respeito à desobediência a Deus, e sim ao líder religioso que abusa de seus liderados. Além de demonstrar muita empatia com os sobreviventes desse tipo de abuso — que é provavelmente um dos mais destrutivos, por ser feito em nome de Deus — , constrói em seu livro um relato sério e honesto. Confesso que eu já sabia em detalhes de muitas das histórias que figuram na obra, sobretudo sobre Douglas Wilson, por causa de minhas pesquisas. Fico feliz que estejam publicadas em livro e espero que em breve aportem por aqui.</p>
<p>Juhea Kim, <em>Como tigres na neve</em></p>
<p>Devorei esse romance de uma sentada. É o primeiro de Kim, que entrelaça as histórias de uma menina vendida como cortesã e um filho de caçador em uma Coreia ocupada pelos japoneses. Apresenta a brutalidade do poder em toda a sua crueza, mas também a complexidade humana, gestos de bondade e gratidão totalmente inesperados. Nada na história acontece ao modo dos contos de fada, com finais felizes bombásticos, mas há uma delicadeza que não passa despercebida e que deixa no leitor a sensação de preciosidade.</p>
<p>Kristin Du Mez, <em>Jesus e John Wayne</em></p>
<p>Esse livro, publicado aqui pela Thomas Nelson, mereceria mais destaque em nosso meio. Não é uma obra teológica, mas sim histórica, registrando as relações complexas — e geralmente íntimas demais — entre o meio evangélico americano e a direita política. Inicia-se no tempo em que Billy Graham fazia suas cruzadas evangelísticas e conclui nos anos 2010, com o movimento MeToo, que descortinou o abismo gigantesco entre convicções e práticas ao revelar vários nomes conservadores famosos envolvidos em abuso eclesiástico. É um relato desconfortável para nós, mas necessário, visto o quanto o modo conservador americano de lidar com política tem seduzido a muitos cristãos no Brasil. Não peça à autora uma perfeita correção teológica, nem aquele tom de autoajuda e esperança que vemos em tantos livros evangélicos, mas ouça-a em seus próprios méritos.</p>
<p>Naghmeh Panahi,<em> I didn&#8217;t survive: Emerging Whole after Deception, Persecution and Hidden Abuse</em>  [Eu não sobrevivi: emergindo inteira após engano, perseguição e abuso oculto]
<p>Naghmeh é uma cristã iraniana. É uma delícia ler seu relato de conversão e atestar a sinceridade com que busca manter-se íntegra em Cristo. Ao mesmo tempo, é terrível acompanhar seu dilema diante de um marido secretamente abusivo que foi considerado um herói ao sofrer perseguição e ser preso por causa de sua fé, no Irã. Contar ou não contar? Por fim, ela se tornou uma das mais importantes vozes no meio evangélico contra o abuso. Imperdível.</p>
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		<title>Top  Ten 2022</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jan 2023 16:53:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[Este ano, com exceção de Elton John, Cavaco e Vargas, minhas leituras foram bem direcionadas para a questão que mais tem me interessado hoje — abuso, sobretudo cometido contra mulheres,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este ano, com exceção de Elton John, Cavaco e Vargas, minhas leituras foram bem direcionadas para a questão que mais tem me interessado hoje — abuso, sobretudo cometido contra mulheres, e a teologia que eventualmente possa sustentá-lo.</p>
<p><em>Eu, Elton John</em></p>
<p>A história de Reginald Dwight (seu nome real) e de sua desconexão consigo nos faz entender melhor a melancolia presente em muitas de suas canções. Ele aplicou esse aprendizado ao próprio métier: “Fazer um disco por má-fé nunca é uma boa ideia. Por mais cuidado que se tome, o espírito penetra na música: dá pra perceber que a motivação não é honesta”. Penso que se diria o mesmo não só de boa parte da arte de nossos dias, mas também alguns livros e artigos teológicos cuja desconexão com a vida se faz presente. Eu sentia isso com livros do Ravi Zacharias, por exemplo, muitos anos antes da descoberta de que era um abusador: formulações descuidadas, má argumentação e artificialidade nas palavras, como se o autor as montasse como Lego em vez de usá-las para expor a si mesmo ou o que crê. O texto revela até mesmo quando é produzido para ocultar; precisamos de sensibilidade para ver.</p>
<p><em>The devil inside</em>, Jimmy Hinton</p>
<p>Depois que Hinton denunciou seu grande modelo de vida e ministério, o próprio pai pastor, por abuso de crianças na igreja, não há desculpa alguma para o líder que prefere encobrir abuso para proteger a instituição em detrimento das vítimas. Através da confissão do abusador, o leitor tem acesso a uma sólida instrução sobre como esse tipo de abuso acontece, tornando-se mais apto a reconhecê-lo e evitá-lo. Outro ponto forte do relato de Hinton é a linguagem direta, crua, honesta, com alma. Imperdível.</p>
<p><em>Hearing her voice</em>, John Dickson</p>
<p><em>Why can&#8217;t women do that?</em>, Philip Payne</p>
<p>Esses são os livros de teologia bíblica “fora da bolha” que li esse ano. Com interpretações alternativas a textos bem conhecidos sobre mulheres, provocaram-me à reflexão e me revelaram que, no meio evangélico mais amplo, há muito mais controvérsia sobre esses textos do que gostaríamos de admitir.</p>
<p><em>This little light</em>, Christa Brown</p>
<p><em>Prayed upon</em>, Amy Nordhues</p>
<p>Dois casos de abuso sexual feitos em nome de Deus, ou seja, conjugados a abuso espiritual. Muito tocantes e também esclarecedores. Christa Brown é uma das sobreviventes de um líder de jovens da SBC. Era pré-adolescente quando se deu o abuso e espera há décadas por justiça. Amy Nordhues fez terapia com um psicólogo cristão que era na verdade um abusador. Assim como Christa, ela documentou seus diálogos, mostrando  como o abusador aos poucos se apropria da consciência de sua vítima e tira dela o que deseja. Se por qualquer motivo seu líder espiritual alegar que você precisa engajar-se sexualmente com ele, esse líder é um abusador e não deve ser ouvido: é lobo que se aproveita das ovelhas em vez de ser o bom pastor que se doa por elas. Aproveito para pedir orações por Christa, pois ela não consegue mais se aproximar de Deus por causa de seu trauma.</p>
<p><em>O estigma da cor</em>, Jacira Monteiro</p>
<p>Manifestado em palavras e ações, o racismo é uma espécie de abuso. Fere fundo e cria divisões terríveis entre nós. Jacira corajosamente coloca o dedo nessa ferida e nos chama à consciência.</p>
<p><em>Arame farpado no paraíso</em>, Tiago Cavaco</p>
<p>Cavaco é um pastor português que veio ao Brasil e relatou suas impressões, entremeando-as de críticas não só à mentalidade de nosso tempo, mas à cultura evangélica como um todo. Uma de minhas preferidas foi contra nossa inibição de usar uma linguagem sincera para descrever dores. “Damos um tiro no pé quando apresentamos um evangelho que filtrou para fora de seu discurso os abismos da existência — os cristãos devem ser primeiramente exploradores de grutas, e só depois alpinistas. Sem convicção a falar do que é mau, diminui a pertinência falando do que é bom”. Essa tem sido minha ênfase há muitos anos, e sempre fico feliz ao encontrar alguém que não está interessado em dourar a pílula da vida, mas se apresenta como gente de verdade falando para gente de verdade.</p>
<p><em>Um lugar incerto</em>, Fred Vargas</p>
<p>Mais um romance policial incrível desta que é uma Agatha Christie “bombada” na diversão, nos meandros da história e na linguagem mais cuidada e literária. Só queria que a autora fosse tão prolífica quanto Christie e eu pudesse ler uma aventura do delegado Adamsberg por ano até o fim da vida.</p>
<p><em>Uma igreja chamada Tov</em>, Scot McKnight e Laura Barringer</p>
<p>O último do ano também foi o que mais me inspirou. Ao falar de abuso, é muito importante não só denunciar, mas apontar saídas dentro da vontade de Deus. O livro faz isso magistralmente, sem medo de citar nomes celebrados, mas sem deixar o leitor sem esperança. É assim que também quero terminar esta lista: com a esperança de um ano de mais consciência para a igreja e mais irmãos que possam acolher e cuidar de vítimas de abuso de todo tipo. Feliz 2023!</p>
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		<title>O cristão e a vida interior</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 May 2022 02:14:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[A vida cristã é necessariamente uma vida interiorizada. A conversão começa com um olhar duplo: para cima e para dentro. Por sua graça, Deus nos dá um conhecimento correto (não...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A vida cristã é necessariamente uma vida interiorizada. A conversão começa com um olhar duplo: para cima e para dentro. Por sua graça, Deus nos dá um conhecimento correto (não exaustivo) de si mesmo e um conhecimento realista (também não exaustivo) de quem somos. Embora o perdão nos seja dado de uma vez para sempre, esse primeiro arrependimento — “purifica-me do meu pecado” (Sl 51) — precisa ser renovado em toda a caminhada cristã, pois é no tempo que Deus se encontra com seus filhos.</p>
<p>A caminhada com Deus pode conter muitos reveses. É possível começar bem, mas perder-se em algum momento, principalmente quando se está em posição de poder. Penso que foi o que ocorreu a Davi, que cometeu seus maiores pecados, tanto em gravidade quanto em consequências, depois que se tornou rei e gozou de certa estabilidade.</p>
<p>É assim que um cotidiano todo exteriorizado, voltado para as demandas de nossas responsabilidades na igreja, pode acabar nos mudando para pior. Diante da aprovação geral e dos elogios, nós nos enganamos, como se fôssemos canais exclusivos de bênção, como se apenas o outro precisasse de santificação. Nós nos acostumamos com uma leitura funcional da Bíblia, atrelada somente ao bem que podemos fazer e ao discernimento exclusivo dos pecados dos outros e da cultura —<span class="Apple-converted-space">  </span>jamais os próprios. Passamos a nos avaliar fundamentalmente de acordo com o impacto de nossas ações, e não de acordo com o coração de Deus. O tempo de qualidade com Deus, consigo e com os queridos se torna quase inexistente, pois o que somos se resume a nossa utilidade, e nisso nos rebaixamos, deixando de nos enxergar como filhos e adoradores em primeiro lugar.</p>
<p>Esse apontar exclusivo para fora, combinado aos pecados ocultos do coração, forma uma mistura explosiva. A desonestidade não permanece só no olhar, mas gera destruição. Aquela visão realista de nós mesmos desaparece, dando lugar à ilusão de ser deus para o outro. Sim, tudo isso pode ocorrer dentro de um ministério evangélico! E, à medida que o ministério cresce, orgulho e ganância podem tomar a frente. Mascarar a culpa interior com trajes evangélicos é algo perverso, mas bem possível quando passamos de trator por cima da percepção de nossos pecados. Por isso o arrependimento é contínuo; por isso, a vida com Deus é de momento a momento.</p>
<p>Essa é uma tentação para todos, não apenas os líderes: quem não cultiva uma vida oculta com Deus tentará achar sentido para a vida na aprovação humana, transformando os outros em combustível para uma identidade autoforjada que não trará satisfação alguma. A vida oculta com Deus é infinitamente mais rica que a vida sob os holofotes, e é nela que se encontra o valor real de cada pessoa diante de Deus. Nisso está a verdadeira alegria: aprender a admirar os movimentos de Deus em nossa história, mantendo-nos abertos para cada pequeno aspecto desse aprendizado.</p>
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		<title>Top Ten de Leituras &#8211; 2021</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Jan 2022 05:10:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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					<description><![CDATA[Seguindo a tradição familiar (ou seja, daqui de casa, hehe), André publica seu top ten no dia 31, e eu, no primeiro dia do novo ano. A data ficou como...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo a tradição familiar (ou seja, daqui de casa, hehe), <a href="https://alvenancio.medium.com/top-ten-2021-d4b6f8f58446">André publica seu top ten no dia 31</a>, e eu, no primeiro dia do novo ano. A data ficou como dia 2, mas, tecnicamente, ainda é dia primeiro porque são duas horas da manhã. Vamos lá!</p>
<p><em>O caçador de pipas</em> (Hosseini)</p>
<p>Abri 2021 desejando leituras leves e cheguei a esse livro sem grandes expectativas, nem emocionais, nem literárias — só para perceber que de leve não tem quase nada. O forte do romance não é a linguagem, e sim a história, um soco no estômago que valeu a pena ter recebido.</p>
<p><em>Woody Allen: a autobiografia</em> (Woody Allen)</p>
<p>Esse sim foi uma das leituras leves e divertidas do ano, embora Woody tenha contado em mais pormenores a guerra contra sua ex, Mia Farrow, história assustadora mas crível do ponto de vista do cineasta.</p>
<p><em>Compramos um zoológico</em> (Benjamin Mee)</p>
<p>Essa foi a outra leitura leve e divertida do ano. Eu e André amamos bichos e lemos juntos, ele em voz alta enquanto eu fazia a comida ou arrumava a cozinha. Mee escreve bem, é um excelente piadista e foi o doido que resolveu morar dentro de um zoo, assumindo a administração sem nenhuma experiência prévia, mas saindo-se excepcionalmente bem. Ficamos com vontade de conhecer o local, na Inglaterra.</p>
<p><em>Abuso espiritual</em> (Alcione Emerich)</p>
<p><em>Feridos em nome de Deus</em> (Marília de Camargo César)</p>
<p>2021 foi o ano em que mergulhei fundo no estudo do tema <i>abuso</i> (espiritual, emocional, sexual). Não sei até que ponto o estresse de pesquisar o tema contribuiu para a piora da síndrome do intestino irritável, que me deixou sem conseguir me mover muito em outubro, mas certamente o descanso a que fui forçada me deu tempo para ler e processar muitos aprendizados. Essas duas obras, de autores brasileiros, ajudaram-me nisso. Continuarei a aprofundar minha compreensão do fenômeno do abuso, mas, se Deus quiser, eu o farei sem perder de vista os aspectos mais belos e prazerosos da vida.</p>
<p><em>Coisas que não quero saber</em> (Deborah Levy)</p>
<p><em>O homem que viu tudo</em> (Deborah Levy)</p>
<p>O primeiro me fisgou desde o primeiro parágrafo e o segundo me fez apaixonar. Foi sobre o segundo que tuitei: “É muito melhor ver tudo fragmentado, mas real, do que ver tudo coerente e ordenado, mas falso.” Levy transpôs isto não apenas para a história, mas para a linguagem. Essa convergência entre narração e forma é o que faz a grande literatura. Levy foi a descoberta literária do ano. Espero ler muitos outros ainda!</p>
<p><em>E se eu parasse de comprar</em> (Joanna Moura)</p>
<p>Acompanho o blog de Jojo, <i>Um ano sem Zara</i>, desde o comecinho. Recomendo esse livro para todos aqueles que sentem um impulso irresistível para compras e depois se arrependem. A franqueza da autora revela muitos insights sobre o descontrole no consumo que podem realmente ajudar quem teve ou ainda tem esse impulso.</p>
[Ainda sem nome] (Francine Walsh)</p>
<p>Tive o privilégio de prefaciar o livro da querida amiga Francine, que ainda não foi publicado mas o será em breve pela editora Dois Dedos de Teologia. Figuraria facilmente em uma lista minha das dez melhores obras sobre feminilidade bíblica. Deixou-me feliz pelo equilíbrio no trato dos assuntos (mesmo os mais sensíveis) e pela abordagem cheia de empatia e cuidado. Muitas autoras norteamericanas, na minha opinião, pecam por uma linguagem e um foco excessivamente duros e até autoritários, como se puxassem a orelha das leitoras a cada página. Francine não deixa de admoestar, mas escreve com amor — essa é sua maior qualidade. Editores, recomendo que fiquem de olho nas revelações locais. Que 2022 seja um ano com mais estreias brasileiras tão abençoadoras como essa!</p>
<p><em>Pode ser que eu morra hoje</em> (Emilio Garofalo Neto)</p>
<p>E por falar em bons autores nacionais, Emilio é um pastor apaixonado por literatura. Conta histórias deliciosas que nos fazem, a um só tempo, recuperar um gostinho de infância e nos deparar com as grandes e difíceis questões da vida. Deste, apeguei-me à frase: “Talvez a vida seja, no final das contas, crepuscular.” Deixo ao leitor o prazer acridoce da descoberta do contexto e do tema.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Boa leitura!</p>
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		<title>Metanoia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Nov 2021 00:16:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[Poucos meses antes de minha conversão, em 1995, sonhei que eu estava na praia, olhando para uma carcaça de ônibus que flutuava na água. Em dado momento, uma onda mais...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Poucos meses antes de minha conversão, em 1995, sonhei que eu estava na praia, olhando para uma carcaça de ônibus que flutuava na água. Em dado momento, uma onda mais forte a impulsionou e quase me atingiu; escapei por um triz, correndo para meu pai, que estava em uma parte mais alta da areia. Quando me converti, entendi que aquele ônibus simbolizava meu antigo caminho errado, e minha corrida para o pai, a salvação.</p>
<p>A percepção do caminho errado (carcaça de ônibus), junto com a atitude concreta para corrigi-lo (correr para o Pai), estão pressupostos no termo grego que a Bíblia em português traduz como <em>arrependimento</em> (At 19.4, 2Pe 3.9) e <em>transformação de mente</em> (Rm 12.2). <em>Metanoia</em> é uma mudança de pensamento tão profunda que produz inevitavelmente novos modos de viver. Em nossa cultura, que idolatra o aspecto sensitivo, é fácil confundir o arrependimento com uma emoção isolada, sem consistência. Mas o verdadeiro arrependimento, que vem de Deus, é sólido e produz frutos.</p>
<p>Isso tudo é bem conhecido entre os crentes. Mas o que hoje me ocorreu de modo especial foi que o estudo bíblico direcionado para um tema específico pode ser expressão de arrependimento. Como assim? Se, como disse John Frame, a apologética é a “aplicação da Palavra à incredulidade” — não apenas a do outro, mas em primeiro lugar a minha (Mt 7.3-5) — , todo aquele que se esforça para compreender a Palavra de Deus está combatendo a própria incredulidade, da qual primeiro precisou arrepender-se. Sim, porque não nos arrependemos da incredulidade somente na conversão. Ao longo de toda a vida, há aspectos da doutrina e da vida cristã que não nos “descem”, por assim dizer. &#8220;Brigamos&#8221; com Deus por causa de alguns trechos da Palavra, e isso é normal, pois somos pecadores em vias de santificação! Anormal seria concordarmos com tudo o que lemos. Nossa leitura precisa ser confrontadora, e será, caso seja de fato uma leitura diante de Deus, com a ajuda de Seu Espírito, que nos convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.7-11). Quando isso ocorrer, seremos chamados para abraçar esses pontos mais difíceis como aspectos reais, legítimos e agradáveis da vontade de Deus para nós. E às vezes teremos dúvidas que levarão tempo e darão trabalho para serem sanadas. Por si só, a dúvida não ofende a Deus; na verdade, Ele nos chama para uma conversa esclarecedora (Is 1.18) e não nos repreende por nossa confusão, mas nos cura dela (Jo 20.25-28). Fingir que as dúvidas não existem e sufocá-las no fundo da consciência — isso sim é fugir da verdade, portanto, pecado.</p>
<p>Neste momento, faça uma oração e pense um pouquinho. Qual é aquela verdade bíblica difícil de aceitar? No seu coração, em que assuntos o amor, a bondade e a justiça de Deus foram colocados em xeque? Que ensinamento você recebeu de alguém e desconfia de que está errado, mas lhe falta coragem para questionar mais fundo? Pode ser dolorido reconhecer essas questões, mas faça-o no espírito da metanoia diante de Deus. Não as empurre mais para a zona cinza da mente. Não finja que se contentou com as respostas que tem recebido ao terceirizar sua fé. Se você de fato é um convertido ao Senhor Jesus, estará partindo da premissa de Romanos 3.4: “seja sempre Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso”. Arrependa-se da mentira que seu coração tem lhe contado e busque corrigi-la com a Palavra de Deus. Provavelmente você vai precisar de muita ajuda — aulas, conversas com líderes da igreja e irmãos mais maduros, comentários bíblicos, teologias sistemáticas, consulta a vocábulos gregos… Eu preciso e conto com essa ajuda o tempo todo. O resultado valerá a pena: uma fé mais sólida e um coração mais apaixonado por Jesus.</p>
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		<title>Inaugurando a seção RESENHAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Aug 2021 17:01:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[Inaugurando essa nova seção do blog sobre resenhas de livros, apresento aqui a vocês os critérios pelos quais pretendo analisá-los. De acordo com meu entendimento sobre o triperspectivalismo de John Frame,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Inaugurando essa nova seção do blog sobre <em>resenhas de livros</em>, apresento aqui a vocês os critérios pelos quais pretendo analisá-los.<span class="Apple-converted-space"> </span>De acordo com meu entendimento sobre o triperspectivalismo de John Frame, buscarei responder a essas perguntas:</p>
<p><em>Critérios normativos</em></p>
<p>— Existe fidelidade à Palavra de Deus?</p>
<p>— A obra tem como base os princípios bíblicos ou os nega/ignora?</p>
<p>— Esses princípios são apresentados de modo parcial, sem levar em conta a totalidade do que é dito na Bíblia sobre o assunto?</p>
<p><em>Critérios situacionais</em></p>
<p>— Existe na obra uma boa compreensão da nossa realidade atual?</p>
<p>— Os princípios bíblicos são bem aplicados?</p>
<p>— A obra faz jus à multiplicidade de aplicações que podem ser feitas na vida? Ou privilegia algumas aplicações, deixando de fora outras? Nesse caso, as aplicações são tão limitadas que acabam desvirtuando os próprios princípios?</p>
<p>— A crítica aos sistemas de crença antibíblicos é feita de modo coerente?</p>
<p>— Há capitulação a aspectos antibíblicos que estão na cultura?</p>
<p><em>Critérios existenciais</em></p>
<p>— A pessoalidade do autor transparece no texto?<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>— As considerações do autor são apresentadas de modo a não ocultar essa pessoalidade?</p>
<p>— O autor trata do assunto como se fosse onisciente e infalível?</p>
<p>— O assunto é debatido com uma linguagem que transparece amor, compaixão, cuidado? Ou a verdade é privilegiada em detrimento da bondade (mansidão no falar) e da beleza (construções cuidadosas que não excluem a complexidade do tema)?</p>
<p>— É visível na obra uma preocupação com o coração do leitor?</p>
<p><b>Três considerações importantes:</b></p>
<p>1. Essas perguntas são simplificações dos aspectos. Cada um dos três aspectos está entrelaçado com os outros e muitas vezes é difícil fazer jus a essa interpenetração. Sobre isso, o livro <em>A doutrina do conhecimento de Deus</em>, de John Frame, é bastante elucidativo.</p>
<p>2. É claro que as resenhas não serão simples “sim” ou “não” a essas perguntas (até porque, se fossem, seriam incrivelmente chatas!), mas essas perguntas estarão nos bastidores da minha mente enquanto escrevo a resenha.</p>
<p>3. Também não desejo falar a partir de um lugar alto. Tenham em mente que minhas resenhas são opiniões e impressões muito próprias minhas, não julgamentos objetivos e infalíveis sobre a obra. Quando houver discordância com o autor, tomarei todo cuidado para não assumir um tom altivo, irado ou condescendente nessas resenhas, e conto com vocês, leitores, para me avisar caso eu não consiga seguir essa diretriz.</p>
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		<title>Confie!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2020 02:56:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem leu meu livro A mente de Cristo: conversão e cosmovisão cristã certamente vai lembrar de quando conto que, em 1995, troquei “love” por “Lord” na música “Oh my Love” do...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem leu meu livro <em>A mente de Cristo: conversão e cosmovisão cristã</em> certamente vai lembrar de quando conto que, em 1995, troquei “love” por “Lord” na música “Oh my Love” do John Lennon para expressar meus sentimentos de nova convertida.</p>
<p><em>Oh my Lord for the first time in my life</em><br />
<em>My eyes are wide open</em><br />
<em>Oh my Lord for the first time in my life</em><br />
<em>My eyes can see</em><br />
<em>I see the wind</em><br />
<em>Oh, I see the trees</em><br />
<em>Everything is clear in my heart</em><br />
<em>I see the clouds</em><br />
<em>Oh, I see the sky</em><br />
<em>Everything is clear in our world</em><br />
<em>Oh my Lord for the first time in my life</em><br />
<em>My mind is wide open</em><br />
<em>Oh my Lord for the first time in my life</em><br />
<em>My mind can feel</em><br />
<em>I feel the sorrow</em><br />
<em>Oh, I feel dreams</em><br />
<em>Everything is clear in my heart</em><br />
<em>I feel life</em><br />
<em>Oh, I feel love</em><br />
<em>Everything is clear in our world</em></p>
<p>Hoje eu ouvi uma versão dessa música só com os vocais, e novamente me emocionei, porque a vida que estou vivendo agora me parecia impossível naquela época. Uma vida não perfeita, obviamente, mas feliz e cheia de propósito. Sinto-me “encaixada” como nunca estive.</p>
<p>Os percalços foram muitos. Em 1995 eu tinha 24 anos, hoje tenho 49. Já vivi mais da metade de minha vida com Jesus. Ao longo desses 25 anos, passei por muitos sofrimentos existenciais — havia muito o que curar, resolver, transformar. Passei pelo desespero de ver que alguns pecados não cediam facilmente, por trapalhadas financeiras, relacionamentos errados, uma ou outra crise de fé, uma depressão moderada.</p>
<p>Como diz outra música, do Coldplay, “Ninguém disse que seria fácil”. Mas com Jesus todo fardo é leve! E de vez em quando ele nos apresenta irmãos mais velhos na fé para mostrar luz lá na frente, quando tudo nos parece trevas. Eu tive os meus. Confie. Ele vai guiar você até lá.</p>
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		<title>Amar-se com o amor de Deus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2020 23:07:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas vezes, &#8220;amar-se&#8221; significará uma série de atitudes irreconhecidas que, analisadas de perto, ninguém em sã consciência poderá interpretar como manifestações de amor próprio: paralisar-se diante de desafios, sabotar os próprios planos, ignorar seus pontos fortes, adiar tarefas penosas, xingar-se secretamente, lamber feridas e sentir-se sempre o último da fila. Nada disso é agradável, lisonjeiro, produtivo. Mas é mais um jeito que o pecado arrumou para nos manter longe de Deus e longe de posturas abençoadoras: autodestruição com máscara de autopreservação. Nesses casos, a tendência é tão arraigada que o esforço precisa ser diário para não fugir da verdade que o próprio Deus nos comunicou: Ele nos ama; Ele perdoou nossas faltas; Ele nos olha através de Jesus e nos santifica dia a dia. Não está mais irado conosco, sem se impacienta por nossos recorrentes pecados, mas nos leva pela mão e com ternura contempla o estágio em que estamos, como um Pai. O olhar Dele é infinitamente melhor que o nosso, e nos dignifica ao mesmo tempo em que preserva nossa realidade como criaturas. Por isso, até para nos amar — ou seja, para pensar em nós mesmos devidamente (Rm 12.3) — precisamos do amor de Deus.</p>
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		<title>Contentamento na imagem pessoal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2020 23:22:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Beleza Feminina]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[Escreveram-me sobre a tristeza de só comprar o que cabe, não o que fica bem. Sobre a insatisfação com o corpo, aqui vai uma resposta triperspectivalista: É vontade de Deus...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Escreveram-me sobre a tristeza de só comprar o que cabe, não o que fica bem. Sobre a insatisfação com o corpo, aqui vai uma resposta triperspectivalista:</p>
<p>É vontade de Deus (Normativo) que nós cuidemos de nossa saúde, tanto física quanto psíquica; portanto, se você sabe ou desconfia de que seu corpo está reagindo a alguma doença, busque tratamento, pois isso será bom para você no longo prazo, independente da estética. Verifique se é o caso de doença celíaca, diabetes, disfunções hormonais e distúrbios alimentares, como a compulsão.</p>
<p>No entanto, se você tem cuidado bem de si e ainda se sente muito magra ou muito gorda, reveja o quanto o meio (Situacional) está impactando negativamente suas emoções (Existencial). Vivemos entre dois padrões: a magreza extrema das passarelas e o famoso corpo “violão” das brasileiras. O plus size tem se apresentado também como um novo padrão desejável — já há modelos gordas que se preocupam muito em não emagrecer para não perder o emprego. Se você detecta que alguém de fora vigia seu corpo para que ele se conforme a algo que está muito longe do formato e das proporções com que você veio ao mundo, pare tudo e vá a Deus em oração. Só Ele pode lhe dar contentamento para que você enxergue seus pontos fortes e os realce com peças específicas, maquiagem, acessórios etc.</p>
<p>Na foto, de 2012, eu estava no máximo de peso a que cheguei na vida. Mas lembro bem que me senti bonita nesse dia, com uma camisa verde de laise, as pulseirinhas, o cabelo ondulado e o relógio com brilho, tudo sinalizando o que eu viria a descobrir como meus estilos principais. Eu me senti mais bela nesse dia do que em muitas fases antigas em que estava magra mas não sabia do que gostava nem do que queria expressar em minha imagem. E também ainda não havia aprendido a me ver com os olhos de Deus&#8230;</p>
<p>Há alegria para você agora, não importa seu peso. E, se precisar de ajuda para uma consultoria de imagem, estou aqui. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
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		<title>Novo ano de vida, novas metas de leitura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2020 18:35:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje é meu aniversário! E uma excelente ideia para o início desta nova etapa da vida — em que tenho 49 anos em vez de 48 — é ler os...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span class="css-901oao css-16my406 r-1qd0xha r-ad9z0x r-bcqeeo r-qvutc0">Hoje é meu aniversário! E uma excelente ideia para o início desta nova etapa da vida — em que tenho 49 anos em vez de 48 — é ler os diálogos de Platão. Já deveria ter lido antes? Acho que não. Quando sabemos no que focar, tudo flui melhor. Como você já deve ter adivinhado, o meu interesse é a estética.</span></p>
<p>Meu professor Ariano Suassuna — sim, estou tendo lições além-túmulo com seu delicioso <em>Iniciação à estética</em> — indicou todos eles, mas sobretudo <em>Fedro</em> e <em>O banquete</em>. Depois disso, <em>Poética</em> de Aristóteles (que já li duas vezes mas há muitos anos), Plotino, Maritain, Kant e Hegel.</p>
<p>Nunca pensei que colocaria Kant e Hegel em lista alguma, mas cá está. Enfim tenho a coragem, o desejo e a confiança de embrenhar-me nesta empreitada. Sei que Deus me ajudará e estou bem feliz.</p>
<p>Claro, essa lista proposta por Suassuna é para iniciantes em filosofia estética. Tenho outras enormes em teologia reformada e consultoria de imagem, que já estudo há bem mais tempo. Estou lendo agora <em>Ravished by Beauty</em>, de Belden Lane, e <em>O mito da beleza</em>, de Naomi Wolf. Lane é cristão reformado e, a meu ver, diz algumas bobagens. Não sei a religião de Wolf, mas sei que é feminista, com uma cosmovisão autorredentora; ainda assim, diz várias verdades. Há que se ler tudo e discernir.</p>
<p>Antes, porém, assegure-se de que tem uma teologia sólida, se não, ficará sem base para o discernimento. Isso vale para o cristão que deseja estudar qualquer área. A teologia não é sistemática necessariamente, mas uma teologia que tem a Bíblia como Palavra de Deus, enxerga-a como um todo coerente e estabelece vários pontos de correlação — atividade viva, ativa — entre a Escritura e a vida diária, em relação não só ao comportamento, mas também à mente e às emoções.</p>
<p>Sim, a preparação para os estudos se dá primariamente no coração. Nunca estamos totalmente prontos, mas devemos nos mover nessa direção por toda a vida. E esse, para mim, é um dos aspectos mais empolgantes da fé cristã! Só isso justifica que, hoje, eu sinta tanta alegria ante a expectativa de explorar mais um veio nessa mina que batizei de Teologia &amp; Beleza. E nesse veio — como se diz atualmente — &#8220;vai ter Platão, Kant e Hegel sim!&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
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