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	<title>Saúde &#8211; Norma Braga</title>
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	<description>Belas para a Glória de Deus</description>
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		<title>Uma retrospectiva pessoal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Dec 2019 16:19:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[Passei rápido no vestibular, mas perambulei por Psicologia e Jornalismo até decidir a faculdade que queria: Letras. Ainda assim, levei o dobro do tempo de uma graduação para completar o...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Passei rápido no vestibular, mas perambulei por Psicologia e Jornalismo até decidir a faculdade que queria: Letras. Ainda assim, levei o dobro do tempo de uma graduação para completar o curso.</p>
<p>Converti-me aos 24 anos, no meio da graduação. Fiz mestrado e doutorado em literatura francesa, só para descobrir que a carreira acadêmica em Letras já não era tão atraente para mim, por dois motivos principais: meu maior desejo era entender a arte a partir da teologia cristã, e para isso eu precisaria de liberdade para ler o que quisesse e estabelecer minha própria trajetória.</p>
<p>Fui professora de francês por toda a vida, e das boas, mas enjoei quase completamente (sempre amarei o idioma).</p>
<p>Conheci o amor da minha vida aos 37 e casei dois anos depois, em julho de 2010. Em outubro, engravidei e perdi o bebê com cinco meses de gestação. Parei de comer glúten logo após, quando descobri que melhorava da enxaqueca, e de tomar leite e derivados em 2011, após o teste de intolerância à lactose. Eu e André passamos um ano em Salvador, um ano em Fortaleza e estamos em Natal há sete anos. Desde então, descobri várias doenças: Hashimoto, Adenomiose, Condromalácia. Comecei a fazer o Protocolo da Vitamina D para doenças autoimunes e o médico associou minhas condições não tratadas à perda do bebê. Nesses anos, passei por fases de melhora, mas nunca me senti consistentemente bem.</p>
<p>No campo emocional, lutei com questões fundamentais, sobre meu passado, durante muitos anos, até uma depressão quase me derrubar e eu ser ajudada de um modo pouco convencional, mas muito bíblico!</p>
<p>Olhando para trás, percebo espantada que 2019 foi um ano de definições: resultados de processos antigos e longos, com o estabelecimento de decisões duráveis.</p>
<p>Em janeiro, defendi minha dissertação sobre idolatria no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper — um curso confessional com professores mais que professores, amigos, cujas aulas me transformaram de modos que jamais conseguirei expressar inteiramente. O tema surgiu de um dualismo que percebi em mim mesma: estava mantendo em separado meus interesses teológicos e meu desejo de melhorar a própria imagem, excessivo a meus olhos. Nesse caso, o desejo excessivo e descontrolado, traduzido em muitas compras, precisava ser trazido à presença de Deus e compreendido pelo prisma de uma cosmovisão cristã. Com a boa teologia do Jumper, fui bem-sucedida nisso — tão bem-sucedida, na verdade, que decidi levar o combate ao dualismo para essa arena, em duas frentes: a beleza teórica-teológica e a beleza feminina.</p>
<p>Então compreendi que a <b>beleza</b> — divina, criacional, artística — está no centro de minha vocação. Em fevereiro, terminei minha primeira formação como consultora de imagem, com Patrícia Marques da <a href="http://www.closetinteligente.com.br">Closet Inteligente</a>, que carinhosamente me ajudou a decidir enveredar por essa área com passos mais seguros; meses depois, completei uma segunda formação mais curta, com <a href="http://www.ericaminchin.com">Érica Minchin</a>, uma questionadora incansável que também ama literatura — a identificação foi inevitável! Ambas foram fundamentais para a consultora que sou hoje (e ainda quero ser, pois estamos sempre em processo!). Além de amar trabalhar com gente, entendo que essa prática é parte importante de minha vocação no Reino de Deus, iluminando e dando consistência aos aspectos teóricos que também me fascinam.</p>
<p>Em maio, por indicação do meu amigo Yago Martins, contactei o Fernando Sergio da <a href="https://agenciadoreino.com.br">Agência do Reino</a> para me ajudar nesse projeto. Depois de quinze anos sendo lida e ouvida pela igreja, inaugurei no dia 12 de outubro a “criança” só minha, meu primeiro site com domínio próprio, Teologia &amp; Beleza, explicitando esse novo foco — que na verdade nunca foi novo (quem leu <a href="https://vidanova.com.br/424-mente-cristo.html"><em>A mente de Cristo</em></a> sabe), mas Deus precisou trabalhar em mim para que eu abraçasse essa vocação mais específica com reconhecimento, garra e alegria.</p>
<p>Em novembro, depois de uma terceira crise violenta de sangramento intestinal, resolvi responsabilizar-me por tudo o que já havia lido sobre o assunto da alimentação e considerar-me celíaca. Encarei o fato (provado pelos especialistas) de que não existe intolerância ao glúten tal como existe ao leite: quem tem problemas com glúten precisa tomar cuidado com a mínima poeirinha. Isso implicou o sacrifício não só de abster-me de glúten (o que já fazia), mas de abster-me de qualquer alimento que tenha sido preparado em cozinhas onde há a presença de glúten. Em Natal, isso significou nunca mais comer fora de casa. Mas sinto pela primeira vez que meu intestino se recupera bem. E os sintomas neurológicos estão desaparecendo de modo mais consistente, o que me tornou muito mais capaz de cumprir as tarefas do final de ano.</p>
<p>O que não mudou? O amor pela escrita e a busca de sentidos pessoais, ou seja, a tentativa de registrar o vislumbre dos desenhos que Deus tece nessa tapeçaria que é nossa vida.</p>
<p>No finalzinho deste mês de dezembro, apesar de não estar em plena forma — enxaqueca de TPM, barriga estufada, dores no corpo e feridas nos pés por ter caído de um banco de plástico que se quebrou —, consegui ter dias plenamente produtivos. Após constatar que o objetivo que estabeleci em janeiro de 2019 (foco na disciplina) ainda precisava de ajustes, pus no papel todas as atividades que quero e preciso incorporar ao dia-a-dia: devocional, exercício físico (esse não foi cumprido por motivos óbvios), postagens no Instagram e no site, marcação de consultas médicas, análises e elaboração de dossiês para as consultorias, estudos. Ainda tive a coragem de anotar todas as leituras começadas e inacabadas, de anos, chegando a dezoito itens, que coloquei em ordem de prioridade para 2020. Já consegui terminar um. Dada a minha proverbial desorganização de uma vida inteira, considero essa rotina um milagre a cada vez que se repete.</p>
<p>Uma palavra para você: não tenha pressa. A vida não se resolve em um dia e nem em poucos anos. Deus sabe o que faz.</p>
<p>Senhor, obrigada pelos milagres sucessivos. Que venham mais em 2020!</p>
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