<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Teologia &#8211; Norma Braga</title>
	<atom:link href="https://normabraga.com.br/category/teologia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://normabraga.com.br</link>
	<description>Belas para a Glória de Deus</description>
	<lastBuildDate>Sun, 01 Jan 2023 16:53:54 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>
	<item>
		<title>Top  Ten 2022</title>
		<link>https://normabraga.com.br/top-ten-2022/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=top-ten-2022</link>
					<comments>https://normabraga.com.br/top-ten-2022/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jan 2023 16:53:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://normabraga.com.br/?p=814</guid>

					<description><![CDATA[Este ano, com exceção de Elton John, Cavaco e Vargas, minhas leituras foram bem direcionadas para a questão que mais tem me interessado hoje — abuso, sobretudo cometido contra mulheres,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este ano, com exceção de Elton John, Cavaco e Vargas, minhas leituras foram bem direcionadas para a questão que mais tem me interessado hoje — abuso, sobretudo cometido contra mulheres, e a teologia que eventualmente possa sustentá-lo.</p>
<p><em>Eu, Elton John</em></p>
<p>A história de Reginald Dwight (seu nome real) e de sua desconexão consigo nos faz entender melhor a melancolia presente em muitas de suas canções. Ele aplicou esse aprendizado ao próprio métier: “Fazer um disco por má-fé nunca é uma boa ideia. Por mais cuidado que se tome, o espírito penetra na música: dá pra perceber que a motivação não é honesta”. Penso que se diria o mesmo não só de boa parte da arte de nossos dias, mas também alguns livros e artigos teológicos cuja desconexão com a vida se faz presente. Eu sentia isso com livros do Ravi Zacharias, por exemplo, muitos anos antes da descoberta de que era um abusador: formulações descuidadas, má argumentação e artificialidade nas palavras, como se o autor as montasse como Lego em vez de usá-las para expor a si mesmo ou o que crê. O texto revela até mesmo quando é produzido para ocultar; precisamos de sensibilidade para ver.</p>
<p><em>The devil inside</em>, Jimmy Hinton</p>
<p>Depois que Hinton denunciou seu grande modelo de vida e ministério, o próprio pai pastor, por abuso de crianças na igreja, não há desculpa alguma para o líder que prefere encobrir abuso para proteger a instituição em detrimento das vítimas. Através da confissão do abusador, o leitor tem acesso a uma sólida instrução sobre como esse tipo de abuso acontece, tornando-se mais apto a reconhecê-lo e evitá-lo. Outro ponto forte do relato de Hinton é a linguagem direta, crua, honesta, com alma. Imperdível.</p>
<p><em>Hearing her voice</em>, John Dickson</p>
<p><em>Why can&#8217;t women do that?</em>, Philip Payne</p>
<p>Esses são os livros de teologia bíblica “fora da bolha” que li esse ano. Com interpretações alternativas a textos bem conhecidos sobre mulheres, provocaram-me à reflexão e me revelaram que, no meio evangélico mais amplo, há muito mais controvérsia sobre esses textos do que gostaríamos de admitir.</p>
<p><em>This little light</em>, Christa Brown</p>
<p><em>Prayed upon</em>, Amy Nordhues</p>
<p>Dois casos de abuso sexual feitos em nome de Deus, ou seja, conjugados a abuso espiritual. Muito tocantes e também esclarecedores. Christa Brown é uma das sobreviventes de um líder de jovens da SBC. Era pré-adolescente quando se deu o abuso e espera há décadas por justiça. Amy Nordhues fez terapia com um psicólogo cristão que era na verdade um abusador. Assim como Christa, ela documentou seus diálogos, mostrando  como o abusador aos poucos se apropria da consciência de sua vítima e tira dela o que deseja. Se por qualquer motivo seu líder espiritual alegar que você precisa engajar-se sexualmente com ele, esse líder é um abusador e não deve ser ouvido: é lobo que se aproveita das ovelhas em vez de ser o bom pastor que se doa por elas. Aproveito para pedir orações por Christa, pois ela não consegue mais se aproximar de Deus por causa de seu trauma.</p>
<p><em>O estigma da cor</em>, Jacira Monteiro</p>
<p>Manifestado em palavras e ações, o racismo é uma espécie de abuso. Fere fundo e cria divisões terríveis entre nós. Jacira corajosamente coloca o dedo nessa ferida e nos chama à consciência.</p>
<p><em>Arame farpado no paraíso</em>, Tiago Cavaco</p>
<p>Cavaco é um pastor português que veio ao Brasil e relatou suas impressões, entremeando-as de críticas não só à mentalidade de nosso tempo, mas à cultura evangélica como um todo. Uma de minhas preferidas foi contra nossa inibição de usar uma linguagem sincera para descrever dores. “Damos um tiro no pé quando apresentamos um evangelho que filtrou para fora de seu discurso os abismos da existência — os cristãos devem ser primeiramente exploradores de grutas, e só depois alpinistas. Sem convicção a falar do que é mau, diminui a pertinência falando do que é bom”. Essa tem sido minha ênfase há muitos anos, e sempre fico feliz ao encontrar alguém que não está interessado em dourar a pílula da vida, mas se apresenta como gente de verdade falando para gente de verdade.</p>
<p><em>Um lugar incerto</em>, Fred Vargas</p>
<p>Mais um romance policial incrível desta que é uma Agatha Christie “bombada” na diversão, nos meandros da história e na linguagem mais cuidada e literária. Só queria que a autora fosse tão prolífica quanto Christie e eu pudesse ler uma aventura do delegado Adamsberg por ano até o fim da vida.</p>
<p><em>Uma igreja chamada Tov</em>, Scot McKnight e Laura Barringer</p>
<p>O último do ano também foi o que mais me inspirou. Ao falar de abuso, é muito importante não só denunciar, mas apontar saídas dentro da vontade de Deus. O livro faz isso magistralmente, sem medo de citar nomes celebrados, mas sem deixar o leitor sem esperança. É assim que também quero terminar esta lista: com a esperança de um ano de mais consciência para a igreja e mais irmãos que possam acolher e cuidar de vítimas de abuso de todo tipo. Feliz 2023!</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://normabraga.com.br/top-ten-2022/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O cristão e a vida interior</title>
		<link>https://normabraga.com.br/o-cristao-e-a-vida-interior/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-cristao-e-a-vida-interior</link>
					<comments>https://normabraga.com.br/o-cristao-e-a-vida-interior/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 May 2022 02:14:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://normabraga.com.br/?p=809</guid>

					<description><![CDATA[A vida cristã é necessariamente uma vida interiorizada. A conversão começa com um olhar duplo: para cima e para dentro. Por sua graça, Deus nos dá um conhecimento correto (não...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A vida cristã é necessariamente uma vida interiorizada. A conversão começa com um olhar duplo: para cima e para dentro. Por sua graça, Deus nos dá um conhecimento correto (não exaustivo) de si mesmo e um conhecimento realista (também não exaustivo) de quem somos. Embora o perdão nos seja dado de uma vez para sempre, esse primeiro arrependimento — “purifica-me do meu pecado” (Sl 51) — precisa ser renovado em toda a caminhada cristã, pois é no tempo que Deus se encontra com seus filhos.</p>
<p>A caminhada com Deus pode conter muitos reveses. É possível começar bem, mas perder-se em algum momento, principalmente quando se está em posição de poder. Penso que foi o que ocorreu a Davi, que cometeu seus maiores pecados, tanto em gravidade quanto em consequências, depois que se tornou rei e gozou de certa estabilidade.</p>
<p>É assim que um cotidiano todo exteriorizado, voltado para as demandas de nossas responsabilidades na igreja, pode acabar nos mudando para pior. Diante da aprovação geral e dos elogios, nós nos enganamos, como se fôssemos canais exclusivos de bênção, como se apenas o outro precisasse de santificação. Nós nos acostumamos com uma leitura funcional da Bíblia, atrelada somente ao bem que podemos fazer e ao discernimento exclusivo dos pecados dos outros e da cultura —<span class="Apple-converted-space">  </span>jamais os próprios. Passamos a nos avaliar fundamentalmente de acordo com o impacto de nossas ações, e não de acordo com o coração de Deus. O tempo de qualidade com Deus, consigo e com os queridos se torna quase inexistente, pois o que somos se resume a nossa utilidade, e nisso nos rebaixamos, deixando de nos enxergar como filhos e adoradores em primeiro lugar.</p>
<p>Esse apontar exclusivo para fora, combinado aos pecados ocultos do coração, forma uma mistura explosiva. A desonestidade não permanece só no olhar, mas gera destruição. Aquela visão realista de nós mesmos desaparece, dando lugar à ilusão de ser deus para o outro. Sim, tudo isso pode ocorrer dentro de um ministério evangélico! E, à medida que o ministério cresce, orgulho e ganância podem tomar a frente. Mascarar a culpa interior com trajes evangélicos é algo perverso, mas bem possível quando passamos de trator por cima da percepção de nossos pecados. Por isso o arrependimento é contínuo; por isso, a vida com Deus é de momento a momento.</p>
<p>Essa é uma tentação para todos, não apenas os líderes: quem não cultiva uma vida oculta com Deus tentará achar sentido para a vida na aprovação humana, transformando os outros em combustível para uma identidade autoforjada que não trará satisfação alguma. A vida oculta com Deus é infinitamente mais rica que a vida sob os holofotes, e é nela que se encontra o valor real de cada pessoa diante de Deus. Nisso está a verdadeira alegria: aprender a admirar os movimentos de Deus em nossa história, mantendo-nos abertos para cada pequeno aspecto desse aprendizado.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://normabraga.com.br/o-cristao-e-a-vida-interior/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Confie!</title>
		<link>https://normabraga.com.br/confie/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=confie</link>
					<comments>https://normabraga.com.br/confie/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2020 02:56:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://normabraga.com.br/?p=777</guid>

					<description><![CDATA[Quem leu meu livro A mente de Cristo: conversão e cosmovisão cristã certamente vai lembrar de quando conto que, em 1995, troquei “love” por “Lord” na música “Oh my Love” do...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem leu meu livro <em>A mente de Cristo: conversão e cosmovisão cristã</em> certamente vai lembrar de quando conto que, em 1995, troquei “love” por “Lord” na música “Oh my Love” do John Lennon para expressar meus sentimentos de nova convertida.</p>
<p><em>Oh my Lord for the first time in my life</em><br />
<em>My eyes are wide open</em><br />
<em>Oh my Lord for the first time in my life</em><br />
<em>My eyes can see</em><br />
<em>I see the wind</em><br />
<em>Oh, I see the trees</em><br />
<em>Everything is clear in my heart</em><br />
<em>I see the clouds</em><br />
<em>Oh, I see the sky</em><br />
<em>Everything is clear in our world</em><br />
<em>Oh my Lord for the first time in my life</em><br />
<em>My mind is wide open</em><br />
<em>Oh my Lord for the first time in my life</em><br />
<em>My mind can feel</em><br />
<em>I feel the sorrow</em><br />
<em>Oh, I feel dreams</em><br />
<em>Everything is clear in my heart</em><br />
<em>I feel life</em><br />
<em>Oh, I feel love</em><br />
<em>Everything is clear in our world</em></p>
<p>Hoje eu ouvi uma versão dessa música só com os vocais, e novamente me emocionei, porque a vida que estou vivendo agora me parecia impossível naquela época. Uma vida não perfeita, obviamente, mas feliz e cheia de propósito. Sinto-me “encaixada” como nunca estive.</p>
<p>Os percalços foram muitos. Em 1995 eu tinha 24 anos, hoje tenho 49. Já vivi mais da metade de minha vida com Jesus. Ao longo desses 25 anos, passei por muitos sofrimentos existenciais — havia muito o que curar, resolver, transformar. Passei pelo desespero de ver que alguns pecados não cediam facilmente, por trapalhadas financeiras, relacionamentos errados, uma ou outra crise de fé, uma depressão moderada.</p>
<p>Como diz outra música, do Coldplay, “Ninguém disse que seria fácil”. Mas com Jesus todo fardo é leve! E de vez em quando ele nos apresenta irmãos mais velhos na fé para mostrar luz lá na frente, quando tudo nos parece trevas. Eu tive os meus. Confie. Ele vai guiar você até lá.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://normabraga.com.br/confie/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Novo ano de vida, novas metas de leitura</title>
		<link>https://normabraga.com.br/novo-ano-de-vida-novas-metas-de-leitura/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=novo-ano-de-vida-novas-metas-de-leitura</link>
					<comments>https://normabraga.com.br/novo-ano-de-vida-novas-metas-de-leitura/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2020 18:35:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://normabraga.com.br/?p=754</guid>

					<description><![CDATA[Hoje é meu aniversário! E uma excelente ideia para o início desta nova etapa da vida — em que tenho 49 anos em vez de 48 — é ler os...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span class="css-901oao css-16my406 r-1qd0xha r-ad9z0x r-bcqeeo r-qvutc0">Hoje é meu aniversário! E uma excelente ideia para o início desta nova etapa da vida — em que tenho 49 anos em vez de 48 — é ler os diálogos de Platão. Já deveria ter lido antes? Acho que não. Quando sabemos no que focar, tudo flui melhor. Como você já deve ter adivinhado, o meu interesse é a estética.</span></p>
<p>Meu professor Ariano Suassuna — sim, estou tendo lições além-túmulo com seu delicioso <em>Iniciação à estética</em> — indicou todos eles, mas sobretudo <em>Fedro</em> e <em>O banquete</em>. Depois disso, <em>Poética</em> de Aristóteles (que já li duas vezes mas há muitos anos), Plotino, Maritain, Kant e Hegel.</p>
<p>Nunca pensei que colocaria Kant e Hegel em lista alguma, mas cá está. Enfim tenho a coragem, o desejo e a confiança de embrenhar-me nesta empreitada. Sei que Deus me ajudará e estou bem feliz.</p>
<p>Claro, essa lista proposta por Suassuna é para iniciantes em filosofia estética. Tenho outras enormes em teologia reformada e consultoria de imagem, que já estudo há bem mais tempo. Estou lendo agora <em>Ravished by Beauty</em>, de Belden Lane, e <em>O mito da beleza</em>, de Naomi Wolf. Lane é cristão reformado e, a meu ver, diz algumas bobagens. Não sei a religião de Wolf, mas sei que é feminista, com uma cosmovisão autorredentora; ainda assim, diz várias verdades. Há que se ler tudo e discernir.</p>
<p>Antes, porém, assegure-se de que tem uma teologia sólida, se não, ficará sem base para o discernimento. Isso vale para o cristão que deseja estudar qualquer área. A teologia não é sistemática necessariamente, mas uma teologia que tem a Bíblia como Palavra de Deus, enxerga-a como um todo coerente e estabelece vários pontos de correlação — atividade viva, ativa — entre a Escritura e a vida diária, em relação não só ao comportamento, mas também à mente e às emoções.</p>
<p>Sim, a preparação para os estudos se dá primariamente no coração. Nunca estamos totalmente prontos, mas devemos nos mover nessa direção por toda a vida. E esse, para mim, é um dos aspectos mais empolgantes da fé cristã! Só isso justifica que, hoje, eu sinta tanta alegria ante a expectativa de explorar mais um veio nessa mina que batizei de Teologia &amp; Beleza. E nesse veio — como se diz atualmente — &#8220;vai ter Platão, Kant e Hegel sim!&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://normabraga.com.br/novo-ano-de-vida-novas-metas-de-leitura/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Submissão bíblica na prática — Parte 2</title>
		<link>https://normabraga.com.br/submissao-biblica-na-pratica-parte-2/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=submissao-biblica-na-pratica-parte-2</link>
					<comments>https://normabraga.com.br/submissao-biblica-na-pratica-parte-2/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2020 23:18:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://normabraga.com.br/?p=750</guid>

					<description><![CDATA[Na Parte 1, escrevi sobre o que a submissão bíblica não é. Sobre a definição positiva, perguntei ao André, meu marido: O que significa na prática, pra você, a minha...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na Parte 1, escrevi sobre o que a submissão bíblica <strong>não</strong> é.</p>
<p>Sobre a definição positiva, perguntei ao André, meu marido:</p>
<p><em>O que significa na prática, pra você, a minha submissão?</em></p>
<p>&#8211; Eu acato as decisões dele (Normativo)<br />
&#8211; Eu tenho aprendido a desistir de pressionar ou manipular (Situacional)<br />
&#8211; Do lado mais subjetivo, tenho aprendido a não desprezá-lo quando ele toma atitudes que me desagradam ou revela fraquezas (Existencial)</p>
<p><em>Acatar decisões</em></p>
<p>Em nosso casamento, o processo de decisões é todo democrático, mas está claro para mim que a prerrogativa de bater o martelo é dele; então, tento proceder de modo cuidadoso, não autoritário, desde o começo. André nunca toma uma decisão que afete a nós dois sem me perguntar o que acho. No entanto, o processo chega ao fim, e podemos não concluir a mesma coisa. Se isso acontecer, o martelo está nas mãos dele — e isso é reconfortante para mim, pois eu me sentiria sobrecarregada — por exemplo, culpada demais — se o ônus de uma decisão difícil recaísse mais sobre mim que sobre ele.</p>
<p><em>Desistir de pressionar ou manipular</em></p>
<p>Se o ponto 1 não estiver claro para mim, sofro a tentação de obter o assentimento dele à minha ideia por vias indiretas. Aqui entram chantagem emocional, táticas discursivas, ameaças veladas, falatório até ele ceder etc. Todos esses são estratagemas inerentemente pecaminosos e me fazem mal também, pois me deixam em estado permanente de ira contra ele e contra Deus, pois eu é que me encarrego de mudar a cabeça dele (controle excessivo). Caso ele não se dobre à minha ideia, comparecer diante de Deus para orar e tocar o coração dele rumo ao que penso será muito mais saudável.</p>
<p><em>Aprender a não desprezar</em></p>
<p>Há muitas decepções mútuas no casamento, e precisa ser assim, pois isso significará uma relação verdadeira em vez de idealizações. Minha tendência, quando isso acontece, é desprezar André por ter esperado dele uma atitude diferente. Esse é um aprendizado valioso de consciência da fragilidade humana do outro, empatia e perdão. Quanto mais aprendemos isso, mais nos tornamos capazes de parar com a insistência nas cobranças, ajudando o marido em vários aspectos — sendo que, para mim, o mais importante é oferecer subsídios para que ele possa enxergar-se e compreender-se melhor. Mudanças reais são lentas e precisam de processamento interior. Sejamos pacientes como o próprio Deus é paciente.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://normabraga.com.br/submissao-biblica-na-pratica-parte-2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Às solteiras: escolhendo o futuro marido</title>
		<link>https://normabraga.com.br/as-solteiras-escolhendo-o-futuro-marido/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=as-solteiras-escolhendo-o-futuro-marido</link>
					<comments>https://normabraga.com.br/as-solteiras-escolhendo-o-futuro-marido/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2020 12:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://normabraga.com.br/?p=734</guid>

					<description><![CDATA[Como você sabe, um dos pontos teológicos mais fortes que sustentam o Teologia &#38; Beleza é o Triperspectivalismo de John Frame. Lembra das postagens das &#8220;peneiras&#8221;? Como recebi muitas perguntas...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>Como você sabe, um dos pontos teológicos mais fortes que sustentam o Teologia &amp; Beleza é o Triperspectivalismo de John Frame. Lembra das postagens das &#8220;peneiras&#8221;? Como recebi muitas perguntas sobre &#8220;namorar ou não namorar&#8221;, vou ensinar a você essas duas aplicações: saiba se está pronta para escolher bem o futuro marido e se seu pretendente satisfaz critérios confiáveis — critérios de Deus em primeiro lugar.</div>
<div></div>
<div></div>
<div><strong>1. Examine sua vida segundo esses pilares:</strong></div>
<div></div>
<div></div>
<div><em>Normativo</em> &#8211; Você crê na Bíblia como Palavra de Deus e na salvação pela fé unicamente em Jesus Cristo, que se sacrificou por nós para nos resgatar da morte para a vida? Se ainda tem dúvidas teológicas básicas, volte várias casas e se fortaleça primeiro nessa área.</div>
<div><em>Situacional</em> &#8211; Você congrega em uma igreja local e conta com autoridades maduras para ensino e aconselhamento? Se não, busque essa rede de apoio antes de pensar em namorar.</div>
<div><em>Existencial</em> &#8211; Você cultiva o relacionamento com Deus em seu quarto, com leitura da Palavra e oração constantes, entendendo o que Ele tem lhe dito ao coração sobre quem você é e do que precisa, de modo pessoal? Se você está perdida nisso, busque mulheres que a ajudem, e deixe o namoro para quando estiver mais segura emocionalmente em Deus. Se não, vai ser grande a chance de desejar um namorado para suprir essa necessidade de Deus (o que é idolatria).</div>
<div></div>
<div></div>
<div>   Quando namorei pessoas erradas, eu tinha mais ou menos firme apenas o Normativo. Não estava desviada da fé, mas não contava com pessoas maduras para me ajudar e tinha muita resistência emocional para comparecer diante de Deus constantemente em oração. Quando isso começou a ser resolvido, eu entendi que precisava ficar sozinha por um tempo para que Deus me desse crescimento espiritual suficiente e eu parasse de escolher errado. Foi depois de alguns anos sem namorar ninguém, em uma igreja com um ensino mais sólido e acompanhamento constante, que conheci o André. <i>Os três pilares são imprescindíveis.</i></div>
<div></div>
<div></div>
<div><strong>2. Para decidir se dá uma chance ao rapaz:</strong></div>
<div></div>
<div></div>
<div><em>Normativo</em> &#8211; Ele é de fato um filho de Deus? Crente fiel e sincero? Não tenha medo de avaliar bem esse quesito. Converse bastante com ele.</div>
<div><em>Situacional</em> &#8211; Como é a vida dele? O namoro é possível? Ele conta com boa avaliação das autoridades da igreja que estão sobre ele? Se lhe dizem que não é um rapaz confiável, não seja teimosa. Conheço vários casamentos que começaram assim e terminaram em divórcio.</div>
<div><em>Existencial</em> &#8211; Ele agrada você? Está dentro dos seus critérios pessoais de como deve ser seu marido?</div>
<div></div>
<div></div>
<div>   Para tomar decisões, o Normativo deve ser o primeiro critério a ser considerado. A Palavra de Deus é clara sobre isso? Sim, proibindo o &#8220;jugo desigual&#8221; (2Co 6.14-15), ou seja, casamentos entre crentes e descrentes. Porém, todas as &#8220;peneiras&#8221; fazem parte do processo de decisão. Não minimize o Situacional nem o Existencial; você precisa saber se as circunstâncias são favoráveis e também tem o direito a suas preferências! Só atente para que essas preferências sejam de fato importantes para o casamento. &#8220;Bonito&#8221; é um critério muito menos importante, no final das contas, que &#8220;carinhoso&#8221;. O homem pode ser lindíssimo, mas se você adora um chamego e ele é do tipo mais frio, pode ser difícil ajustar isso.</div>
<div></div>
<div></div>
<div><em><strong>Exemplo prático</strong></em></div>
<div></div>
<div></div>
<div>Vou dar um exemplo sobre a questão intelectual, que foi uma das mais fundamentais para mim. Muitas moças me disseram que, para elas, a inteligência é muito importante, mas elas ouvem que não deveriam estabelecer esse critério porque os homens têm medo de mulheres muito inteligentes. Eu respondo com todas as letras que esses homens não serão para elas. Como eu posso ter tanta certeza disso? Além do fato óbvio de que rapazes medrosos e inseguros sempre se sentirão ameaçados, e não gratos, pelas qualidades femininas — e dos medrosos e inseguros é melhor ficar longe —, a inteligência é um dom de Deus, e não um pecado. Uma mulher que está firme na fé e tem como prioridade o aprimoramento teológico (Normativo), é estimulada a continuar assim pela igreja local e por sua rede de convivência (Situacional) e entende que, em sua vida pessoal, Deus tem confirmado Sua vontade para ela, dando-lhe mais e mais oportunidades para reafirmar sua vocação intelectual e exercitar seus dons (Existencial) só terá a perder com um marido alheio a tudo isso. Deus é Pai! Nenhum pai terreno escolheria para sua filha com essa vocação específica, de bom grado, um marido que não tem condições intelectuais. Pode acontecer até, mas esse marido será um contrapeso (talvez por causa do orgulho dela?), e não alguém que a puxa para cima. Deus pode dar cônjuges que são contrapeso? Pode, claro! Mas avalie bem se é o caso, ou se, na verdade, você está escolhendo mal porque cansou de esperar ou tem medo de ficar sozinha. Suspeito de que isso seja bem mais comum.</div>
<div></div>
<div></div>
<div>   Fique firme nos três pilares e saiba quem você é diante de Deus; não diminua seus critérios se o próprio Deus os confirma.</div>
<div></div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://normabraga.com.br/as-solteiras-escolhendo-o-futuro-marido/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Rute: um raio de realidade</title>
		<link>https://normabraga.com.br/rute-um-raio-de-realidade/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=rute-um-raio-de-realidade</link>
					<comments>https://normabraga.com.br/rute-um-raio-de-realidade/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 02:15:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://normabraga.com.br/?p=728</guid>

					<description><![CDATA[Texto publicado originalmente na revista da Box95 Quando li pela primeira vez o livro de Rute, eu estava em uma situação bastante difícil. Aos vinte e poucos anos, solteira e...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Texto publicado originalmente na revista da Box95</em></p>
<p>Quando li pela primeira vez o livro de Rute, eu estava em uma situação bastante difícil. Aos vinte e poucos anos, solteira e morando com os pais, era a única convertida da família – espremendo-me devagar e doloridamente para fora dos velhos padrões – quando me reconheci apaixonada por um homem que havia disfarçado aos olhos alheios sua condição de “casado e enrolado”: a mulher tinha saído de casa e ele continuava atraindo a presença feminina, exibindo despreocupado a mão esquerda sem aliança. Era-me três vezes proibido: além de casado, pertencia a outro braço da confissão cristã e, pelo pouco que sabia da Bíblia, via-se com clareza que não conhecia o Deus verdadeiro. Quando dei por mim, porém, apesar de todos esses empecilhos, estava chorando e pedindo a Deus o que não poderia obter.<br />
O livro de Rute, nesse contexto, foi um raio de realidade que explodiu na minha cabeça. A situação dela era bem mais complicada que a minha. Não se sabe quando foi escrito – segundo a Bíblia de Genebra, provavelmente no período em que reinou Davi (c. 1.000 a.C.) – , mas se depreende de toda a Escritura que, nos tempos antigos, o desamparo da mulher que ficasse sem marido era bem maior que hoje.</p>
<p>Viúvas e sem sustento, Noemi e Rute, sua nora, voltam de Moabe a Belém, causando pena aos moradores locais (Rt 1.19). Na época, a lei (Lv 19.9-10, Dt 24.19) mandava que se deixassem produtos das colheitas para os pobres. Rute propôs beneficiar-se desse costume e acabou colhendo nas terras de um parente de Noemi, Boaz, que tinha “muitos bens” (2.1) e ainda era um de seus resgatadores, ou seja, o parente responsável por receber a viúva em casamento. Por isso Noemi dá aqueles conselhos a Rute que hoje nos soam tão estranhos: arrumar-se toda bonitona e deitar aos pés de Boaz. O que nos parece algo impróprio era, na verdade, um pedido não verbal de “casa comigo”, o que Rute faz também verbalmente: “Estende a capa sobre a tua serva, porque tu és resgatador” (3.9). A resposta de Boaz, tão acolhedora, nos emociona e faz pensar que ele queria o mesmo desde que a viu nos campos (2.5-7, 3.10). Mas o resgate era um processo delicado, com várias regras, como explicou ele a Rute: “outro resgatador há mais chegado do que eu. (…) se ele te quiser resgatar, bem está, que te resgate; porém, se não lhe apraz resgatar-te, eu o farei, tão certo como vive o Senhor” (3.13). Boaz era um homem honrado e cumpridor das leis de Deus. Jamais poria seus desejos acima do respeito ao Senhor, à comunidade e à própria Rute. Todo o episódio demonstra integridade, retidão, paciência e fé. E Boaz, como sabemos, foi recompensado.</p>
<p>Perdida em meio a tanta confusão relacional no mundo – intimidades excessivas sem garantia alguma, traições banalizadas, votos conjugais rompidos por quase nada –, fui ensinada por Deus, aos vinte anos, que Suas decisões são morais. Por que Ele escolheria para mim um homem que, tendo desonrado o primeiro compromisso sem sinais de grandes arrependimentos, já demonstrava dubiedade e impiedade? Eu era responsável pelo que via e precisava aprender a dizer não. Os anos que se seguiram, em que eu desaprendia os jeitos do mundo e aprendia os de Deus, foram preparação para o casamento que vivo agora – e a qualidade de meu casamento me espanta sempre que olho para trás e vislumbro de onde vim. O livro de Rute, tanto tempo depois, ainda me emociona como na primeira leitura. Que seja um modelo para você também, hoje, essa história de amor em que a necessidade das viúvas, os costumes humanos e os valores do Reino foram belamente concertados pela mão de nosso Senhor.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://normabraga.com.br/rute-um-raio-de-realidade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A mulher no Novo Testamento</title>
		<link>https://normabraga.com.br/a-mulher-no-testamento/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-mulher-no-testamento</link>
					<comments>https://normabraga.com.br/a-mulher-no-testamento/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2020 19:17:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://normabraga.com.br/?p=708</guid>

					<description><![CDATA[No primeiro século, a cultura do dominador romano considerava a mulher inferior ao homem. No judaísmo da época, que teve seu desenvolvimento corrompido pela idolatria, a situação não era muito...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No primeiro século, a cultura do dominador romano considerava a mulher inferior ao homem. No judaísmo da época, que teve seu desenvolvimento corrompido pela idolatria, a situação não era muito melhor: a hebreia era invisível socialmente. De acordo com o Talmude (um dos livros sagrados dos judeus), ouvir uma voz feminina em público entre outros homens é “vergonhoso” (<em>Brachot</em> 24a); quem fala com uma mulher “traz o mal sobre si” (<em>Abot</em> 1.5) e “ensinar a sua filha a Lei equivale a ensinar-lhe devassidão” (<em>Sota</em> 3.4).<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Em contraste com esses maus modelos, a vinda de Cristo inaugurou uma grande mudança de mentalidade na visão da mulher. De fato, Jesus contrariou todas essas orientações rabínicas. Conversou longamente com uma mulher em público, para espanto dela mesma e dos discípulos, explicando pontos cruciais da fé e apresentando-se abertamente como o Messias (Jo 4.5-29). Também instruiu outras mulheres, como Marta e Maria (Jo 11.25-26), referindo-se a esse ensino como “a melhor parte” (Lc 10.39-42). Nunca repreendeu as muitas mulheres que o seguiam por todo lado, algo raríssimo naquela cultura. A exemplo do mestre, o apóstolo Paulo deu destaque a várias mulheres cujo trabalho foi crucial para o progresso da igreja em seus primeiros anos. Além de Afia (Fm 1.2), Ninfa (Cl 4.15) e Febe (Rm 16.1-2), temos Priscila, que, com seu marido Áquila, foi chamada de “cooperadora em Cristo” (1Co 16.19, Rm 16.3). Paulo também afirmou que Evódia e Síntique “trabalharam no evangelho” (Fp 4.2-3) junto com ele. Após tantos séculos, isso ainda deve nos confrontar: além de servir nas tarefas cotidianas, quantas mulheres têm se dedicado seriamente ao estudo bíblico para <em>trabalhar no evangelho</em> em nossas igrejas?</p>
<p>Entre todos os diálogos públicos de Jesus com mulheres, talvez o mais emblemático seja o da cura de uma mulher que sofria de uma hemorragia constante (Mt 9.20-22, Mc 5.25-34, Lc 8.43-48). Em Levítico 15, eram previstos vários rituais de purificação (que cessaram com a vinda de Cristo), e um deles visava a mulher ao final de seu período. No caso dela, estava “imunda” permanentemente, e não devia sequer ser tocada (Lv 15.27). Pode-se então imaginar sua vergonha, pois estivera doente por doze anos, gastando com médicos tudo o que tinha para recuperar sua dignidade. Ao buscar Jesus em público, ela preferiu permanecer no anonimato. O Espírito lhe deu uma fé extraordinária: ela se esgueirou por trás de Jesus, na multidão, e pensou: “Se eu só tocar nas roupas dele, vou ser curada.” Sentiu então que a cura veio, e estava certa; mas Jesus não a deixaria ir embora do mesmo jeito que veio, anônima, curvada sob os anos em que permanecera fugindo das pessoas para não ser tocada. Ele perguntou insistentemente “quem me tocou?”, e ela não teve jeito a não ser revelar-se, para que sua cura fosse conhecida por todos. Cura do corpo e da alma: Jesus a olhou nos olhos e a reconheceu publicamente como um maravilhoso instrumento da glória de Deus.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Esse e outros relatos bíblicos do Novo Testamento parecem revelar ainda com mais clareza a posição dignificada da mulher no reino de Deus. O poderoso exemplo de Cristo suprime em definitivo qualquer tentativa de opressão contra as mulheres a partir das Escrituras.</p>
<p>Artigo publicado originalmente em <em>Bíblia de Estudo Desafios de toda mulher</em>. São Paulo, Mundo Cristão, 2015, p.<span class="Apple-converted-space"> 1339.</span></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://normabraga.com.br/a-mulher-no-testamento/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Minha formação</title>
		<link>https://normabraga.com.br/minha-formacao/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=minha-formacao</link>
					<comments>https://normabraga.com.br/minha-formacao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jan 2020 21:09:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://normabraga.com.br/?p=674</guid>

					<description><![CDATA[Obs. Esse texto é um resumo de uma LIVE que fiz no Instagram, disponível em breve no canal Teologia &#38; Beleza do YouTube. Os três eixos de minha formação são...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Obs. Esse texto é um resumo de uma LIVE que fiz no Instagram, disponível em breve no canal Teologia &amp; Beleza do YouTube.</em></p>
<p>Os três eixos de minha formação são esses: literatura, teologia e consultoria de imagem.</p>
<p>Sou formada em Letras — sempre amei literatura e, depois de tentar psicologia e jornalismo, sem gostar, resolvi seguir minha paixão. Na época nem pensava em dar aulas. Optei por Português-Francês, já que havia começado a estudar a língua aos 11 anos.</p>
<p>Eu me converti na graduação e foi muito doloroso perceber que os estudos literários pressupunham uma cosmovisão ateia/agnóstica, com grande ênfase na negação da transcendência. Admitia-se a ânsia do homem por algo além, mas colocava-se a arte nesse lugar: a única transcendência verdadeira e/ou possível era a arte.</p>
<p>Sofri uma agonia intensa no mestrado e no doutorado porque queria entender a relação entre a arte e a verdadeira transcendência, segundo a fé cristã, mas não conhecia autor que trabalhasse a partir desse pressuposto. E isso também não estava claro para mim na época. O único autor de que realmente gostei foi René Girard, mas foi só depois do doutorado que eu reconheci isso ao ponto de entender seus conceitos, que me foram de grande valia acadêmica e existencialmente.</p>
<p>Em 2005, eu tinha aberto um blog onde escrevia sobre todas essas coisas. Através do blog, conheci os queridos amigos Augustus Nicodemus, Solano Portela, Mauro Meister e Davi Charles Gomes, que foram muito importantes para me estimular, fortalecendo em mim a convicção de que eu podia abençoar a igreja através de meus textos. Eles viram um grande valor no que eu escrevia, mesmo eu não tendo estudo teológico formal. Davi me estimulou a fazer uma pós no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper (CPAJ), no Mackenzie, que ele mesmo organizou e dirigia na época. Eu amei a ideia.</p>
<p>Depois que terminei o doutorado, conheci André (meu marido) e me mudei para São Carlos, onde ele morava e onde nós nos casamos. Comecei então a estudar no CPAJ, na sub-área Teologia Filosófica, e foi um divisor de águas para minha cosmovisão. Considero o livro <em>Calvinismo</em>, de Abraham Kuyper, a &#8220;abertura de portões&#8221; para a tradição reformada, com uma solidez maior de cosmovisão cristã. Eu e André lemos juntos e ele também foi grandemente impactado.</p>
<p>Outros autores que me marcaram e ainda são norteadores para mim são Cornelius Van Til*, Herman Dooyeweerd** e John Frame***. São leituras que me fazem glorificar a Deus. É interessante dizer isso, mas eu glorifico mais a Deus com esse tipo de leitura, que &#8220;arruma&#8221; a mente e debate de modo profundo as três pontas do conhecimento — quem é Deus, o que é o mundo e quem somos nós. Livros do tipo devocional até acho importantes, mas não me aquecem tanto o coração, provavelmente porque sou uma pessoa teorética: na compreensão organizada das verdades de Deus — e aqui não é uma organização sistemática necessariamente, muito pelo contrário — eu sou fortalecida de modo especial. Mas atenção: eu me beneficiei grandemente da leitura copiosa de Francis Schaeffer**** antes deles. Recomendo que você também o faça.</p>
<p>No meio do CPAJ, Jonas Madureira me convidou para compilar os artigos do blog em livro, publicado em 2012 pela Vida Nova com o título <em>A mente de Cristo: conversão e cosmovisão cristã</em>. Nele, eu critico tanto a cultura materialista e totalitária de nosso tempo quanto a teologia liberal que invadiu parte dos seminários do país; mas também contei como me converti, &#8220;pescada&#8221; com jazz ao vivo dentro de um supermercado, e redigi peças curtas de ficção. Do livro, são os textos mais pessoais e criativos que prefiro.</p>
<p>Eu ainda não havia escolhido o tema da minha dissertação quando tive subitamente a ideia de mergulhar em um assunto que já me inquietava: a idolatria. Explico. Ao longo do curso, eu sentia uma necessidade muito forte de embelezar-me, de encontrar uma imagem que me agradasse, mas não assumia completamente esse desejo por achar que era algo fútil. Por não assumi-lo, o desejo me “tomava&#8221;: eu me descontrolava indo a shoppings e comprando mais do que precisava — roupas, acessórios, maquiagem —, e o fazia indiscriminadamente, só para morrer de culpa depois. Entendi que isso era uma manifestação de idolatria e resolvi estudá-la para compreender melhor o que estava acontecendo comigo.</p>
<p>Foi assim que minha dissertação do mestrado realizou uma aproximação entre a tradição reformada e a teoria mimética de René Girard, que eu analisei como uma descrição da estrutura da idolatria. Girard é um autor católico que percebeu muitas verdades em sua leitura da Bíblia. Não manifesta muito interesse em teologia, mas sua antropologia tem bases cristãs fortes que vale a pena conhecer, se você entender que a teologia implícita dele contraria aspectos importantes da tradição reformada.</p>
<p>Após aprofundar a percepção, com Kuyper, de que não há um centímetro quadrado em todos os domínios de nossa existência que não pertença a Cristo — um dos mais poderosos antídotos contra a idolatria — , entendi como algo bom e desejável o crescimento de meu interesse pela imagem, colocando-o diante de Deus; com a boa teologia do Jumper e minhas constantes orações, essa busca deixou de ser uma fonte de angústia para mim. Eu descobria afinal que teologia e beleza podem andar juntas! Estudei informalmente o tema por alguns anos até resolver fazer uma formação em consultoria de imagem em 2017, com Patricia Marques da Closet Inteligente, e uma segunda formação em 2018, com Érica Minchin, para solidificar os conteúdos e compreender melhor as identidades dos estilos pessoais. Transformei aquela paixão por encontrar uma imagem que me representasse em um trabalho que tem me dado grande prazer. E o interesse teorético continuou, dessa vez mais centrado: abri o site Teologia &amp; Beleza para juntar tudo isso, arte, teologia e consultoria. Coloquei um blog dentro do site, trazendo ali os artigos mais amados que se coadunam com a proposta e adicionando novos. Acima de tudo, quero trazer a lume as profundas interrelações entre a beleza de Deus, a beleza da criação, a beleza da arte e a beleza pessoal, descobrindo-as continuamente a cada dia e abençoando a igreja com um olhar mais abrangente e admirativo da multiforme sabedoria de Deus.</p>
<p>* Você pode começar com <em>Apologética cristã </em>e <em>O pastor reformado e o pensamento moderno.</em></p>
<p>**Por ser filósofo, Dooyeweerd é melhor compreendido após uma boa introdução. A que eu li foi <em>Contornos de uma filosofia cristã</em>, de Kalsbeek.</p>
<p>***Sou apaixonada pelo triperspectivalismo, desenvolvido por Frame e seu companheiro teorético Vern Poythress. Só há introdução ao trip (como chamo carinhosamente) em inglês, mas é excelente: <em>Theology in Three Dimensions</em>, disponível em Kindle. Mas o trip está presente como pressuposto em várias obras de Frame e Poythress traduzidas para o português. De Frame, destaco o apaixonante <em>Doutrina do conhecimento de Deus</em>, um desses livros que me fazem louvar a Deus a cada página.</p>
<p>****Recomendo especialmente a trilogia <em>O Deus que se revela</em>, <em>O Deus que intervém</em> e <em>A morte da razão</em>. E também <em>Verdadeira espiritualidade</em>, <em>O grande desastre evangélico</em>, <em>No Little People</em>, <em>Letters</em> e todos os que você encontrar desse grande mestre, que era pessoalmente acessível aos estudantes confusos e os recebia em casa, falando-lhes à mente e ao coração.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://normabraga.com.br/minha-formacao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Escolha bem suas influências</title>
		<link>https://normabraga.com.br/escolha-bem-suas-influencias/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=escolha-bem-suas-influencias</link>
					<comments>https://normabraga.com.br/escolha-bem-suas-influencias/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jan 2020 20:36:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://normabraga.com.br/?p=667</guid>

					<description><![CDATA[Está em dúvida sobre a quem ouvir? Alguma coisa não está soando bem nas pregações que tem acompanhado?  Observe os três critérios que Calvino nos deu para distinguir a igreja...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Está em dúvida sobre a quem ouvir? Alguma coisa não está soando bem nas pregações que tem acompanhado?<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Observe os três critérios que Calvino nos deu para distinguir a igreja fiel:</p>
<p><em>Pregação fiel das Escrituras</em></p>
<p><em>Correta administração dos sacramentos</em></p>
<p><em>Correta administração da disciplina</em></p>
<p>Repare que basta prestar atenção ao primeiro critério para deduzir o resto. Se a igreja é fiel às Escrituras, seus líderes vão reconhecer como ordem direta de Jesus o batismo e a ceia (nossos sacramentos) e não deixarão a coisa &#8220;rolar solta&#8221; na igreja.</p>
<p>Então, ao escolher suas influências, tanto na igreja quanto na internet, a fidelidade às Escrituras é o critério de ouro. O que você deve observar? Se a pregação realmente se baseia na Bíblia e não usa o texto como pretexto. Se a palavra é norteada pelo &#8220;roteiro&#8221; bíblico: Criação, Queda e Redenção. Se o objetivo é mostrar quem é Deus, quem somos nós e o que é o mundo através das lentes das Escrituras, e quais as implicações práticas disso.</p>
<p><b>Criação</b> — Segundo o cristianismo, o Deus verdadeiro é triúno, onipotente, onisciente e eterno, todo amor e bondade. Ele criou o mundo e tudo o que nele há: todas as criaturas tiveram um começo no tempo e têm sua vida sustentada pelo Criador, dependendo Dele em tudo. Portanto, elas são obrigatoriamente menores que Deus, pois vieram Dele. Porém, ainda que radicalmente diferentes do Criador, foram criadas para o adorar e estar em comunhão com Ele.</p>
<p><b>Queda</b> — A Queda (Gn 3) rompeu essa comunhão: a partir da desobediência e da empáfia do ser humano, que quis elevar-se acima de Deus, todo o mundo foi posto em desordem, maldade e morte. Somos pecadores. Ainda que jamais tenhamos atentado contra a moral mais básica que diz &#8220;não mato e não roubo&#8221;, matamos quando odiamos alguém e roubamos quando desejamos o que não é nosso (Mt 5). Além disso, toda qualidade em nós, por mais maravilhosa que seja, é manchada de alguma forma pelo pecado. Seu desejo de ajudar pode ferir; sua mania de organização o torna impaciente; sua inteligência o faz desprezar pessoas sem estudo formal&#8230; e por aí vai.</p>
<p><b>Redenção</b> — É obtida somente por meio de Cristo, que morre a morte que nos era devida e nos &#8220;recupera&#8221; para Deus, em um sacrifício definitivo que nos leva a um caminho progressivo de santificação diante de Deus. Nós nos arrependemos da desobediência e da empáfia, somos perdoados e seguimos, confessando nossos pecados ainda cometidos, sendo perdoados e amando a Deus a cada dia, aprendendo sua vontade que é boa, agradável e perfeita.</p>
<p>Se a pregação não for fiel, a ênfase será no homem e suas realizações, não na grande realização de Deus ao nos conquistar novamente para si através de Cristo. Nas igrejas, a teologia da prosperidade e a teologia da libertação têm sido as duas vertentes mais conhecidas a efetuar essa inversão: a primeira insiste em que Deus nos quer ricos acima de tudo (como Kenneth Hagin e seus seguidores), enquanto a segunda enxerga como desejável a redenção através do Estado (sobre isso indico a leitura de <em>Contra a idolatria do Estado</em>, Franklin Ferreira). Se o maior interesse de Deus é na nossa saúde financeira, Ele se torna ídolo, escravo de nossas vontades. Se a maior redenção a que devemos aspirar é a deste mundo, o sacrifício de Cristo fica em segundo lugar, portanto, Deus é novamente diminuído.</p>
<p>Na internet, mesmo quando a ênfase não é nem dinheirista nem ideológica, tem havido uma grande confusão entre o moderno discurso do <em>coaching</em> e a vontade de Deus. O ídolo se torna a qualidade de vida. Se dependermos disso para adorar a Deus, seremos sempre escravos das circunstâncias e não aguentaremos quando vierem os problemas. Mas em Deus há verdadeira segurança. Sim, Deus está interessado em nossa qualidade de vida, tanto que a Bíblia está sempre nos ensinando como viver bem. Ele nos quer mais felizes, produtivos e tranquilos. Então, qual a diferença? Na Bíblia essa qualidade não depende tanto das circunstâncias, mas fundamentalmente do amor que o próprio Deus nos infunde. Obedecer a Deus e colocá-lo em primeiro lugar na vida é bom para nós, como consequência. Não o buscamos <em>para</em> obter qualidade de vida, mas sim porque Ele merece adoração. &#8220;Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça [ou seja, a retidão, o que é correto a Seus olhos] e todas essas coisas vos serão acrescentadas&#8221; (Mt 6.33).</p>
<p>Da mesma forma, a submissão do pregador/youtuber/podcaster ao Deus que se revela nas Escrituras se refletirá em humildade, não só em relação aos ouvintes, mas também à história da teologia cristã. Ele fará menções a teólogos de sua tradição e mestres contemporâneos, mostrando o quanto dependeu e ainda depende deles, em vez de falar como quem reinventa a roda. Pode até criticar outras igrejas e teologias, mas isso não será o principal de sua pregação. Seu amor pela Palavra o levará a estimular nos ouvintes o mesmo amor e exortá-los a ler sempre as Escrituras por si sós, para conferir o que ele diz (como os crentes de Bereia, At 17.11-12). Indicará bons livros e falará à inteligência dos ouvintes, não só ao coração.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>Além disso, sua liderança não será idolátrica nem personalista. Será acessível e revelará alguns dos próprios pecados e lutas, pois se apresenta como um pecador tal como outros; &#8220;gente como a gente&#8221;. Já reparou que as seitas sempre estão concentradas demais no nome de um líder? É porque elas operam como os governos totalitários, como as ditaduras. Mas na pregação verdadeira há a consciência de que todos são importantes e cooperam juntos para o bem comum, aprendendo uns com os outros.</p>
<p>Em resumo: (1) Seja &#8220;bereiano&#8221; e confira se a pregação está conforme a Bíblia; (2) desconfie tanto do pregador &#8220;bacana&#8221; que fala como um <em>coach </em>sem temor a Deus, elevando o ego dos ouvintes à altura de divindade, quanto do arrogante que se acha a única fonte da verdade cristã, elevando a si mesmo à altura de divindade.</p>
<p>Para facilitar, indague a si mesmo se o pregador, youtuber, podcaster etc. tem as seguintes práticas: Centraliza a pregação no homem e em suas realizações? Desvaloriza a Bíblia por omissão? Pede ofertas o tempo todo? Prega a salvação através da política? Só menciona pastores, teólogos e autores para criticar e nunca para indicar, falando como se fosse o Papa do cristianismo, primeiro e único? Afaga seu ego e não faz você refletir seriamente? Promete mundos e fundos em vez de remeter você aos pés de Cristo? Coloca-se como exemplo positivo o tempo todo, como se fosse impecável? Isso dirá muito sobre sua fidelidade.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://normabraga.com.br/escolha-bem-suas-influencias/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
