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	<title>Vida Cristã &#8211; Norma Braga</title>
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	<description>Belas para a Glória de Deus</description>
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		<title>Top  Ten 2022</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jan 2023 16:53:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[Este ano, com exceção de Elton John, Cavaco e Vargas, minhas leituras foram bem direcionadas para a questão que mais tem me interessado hoje — abuso, sobretudo cometido contra mulheres,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este ano, com exceção de Elton John, Cavaco e Vargas, minhas leituras foram bem direcionadas para a questão que mais tem me interessado hoje — abuso, sobretudo cometido contra mulheres, e a teologia que eventualmente possa sustentá-lo.</p>
<p><em>Eu, Elton John</em></p>
<p>A história de Reginald Dwight (seu nome real) e de sua desconexão consigo nos faz entender melhor a melancolia presente em muitas de suas canções. Ele aplicou esse aprendizado ao próprio métier: “Fazer um disco por má-fé nunca é uma boa ideia. Por mais cuidado que se tome, o espírito penetra na música: dá pra perceber que a motivação não é honesta”. Penso que se diria o mesmo não só de boa parte da arte de nossos dias, mas também alguns livros e artigos teológicos cuja desconexão com a vida se faz presente. Eu sentia isso com livros do Ravi Zacharias, por exemplo, muitos anos antes da descoberta de que era um abusador: formulações descuidadas, má argumentação e artificialidade nas palavras, como se o autor as montasse como Lego em vez de usá-las para expor a si mesmo ou o que crê. O texto revela até mesmo quando é produzido para ocultar; precisamos de sensibilidade para ver.</p>
<p><em>The devil inside</em>, Jimmy Hinton</p>
<p>Depois que Hinton denunciou seu grande modelo de vida e ministério, o próprio pai pastor, por abuso de crianças na igreja, não há desculpa alguma para o líder que prefere encobrir abuso para proteger a instituição em detrimento das vítimas. Através da confissão do abusador, o leitor tem acesso a uma sólida instrução sobre como esse tipo de abuso acontece, tornando-se mais apto a reconhecê-lo e evitá-lo. Outro ponto forte do relato de Hinton é a linguagem direta, crua, honesta, com alma. Imperdível.</p>
<p><em>Hearing her voice</em>, John Dickson</p>
<p><em>Why can&#8217;t women do that?</em>, Philip Payne</p>
<p>Esses são os livros de teologia bíblica “fora da bolha” que li esse ano. Com interpretações alternativas a textos bem conhecidos sobre mulheres, provocaram-me à reflexão e me revelaram que, no meio evangélico mais amplo, há muito mais controvérsia sobre esses textos do que gostaríamos de admitir.</p>
<p><em>This little light</em>, Christa Brown</p>
<p><em>Prayed upon</em>, Amy Nordhues</p>
<p>Dois casos de abuso sexual feitos em nome de Deus, ou seja, conjugados a abuso espiritual. Muito tocantes e também esclarecedores. Christa Brown é uma das sobreviventes de um líder de jovens da SBC. Era pré-adolescente quando se deu o abuso e espera há décadas por justiça. Amy Nordhues fez terapia com um psicólogo cristão que era na verdade um abusador. Assim como Christa, ela documentou seus diálogos, mostrando  como o abusador aos poucos se apropria da consciência de sua vítima e tira dela o que deseja. Se por qualquer motivo seu líder espiritual alegar que você precisa engajar-se sexualmente com ele, esse líder é um abusador e não deve ser ouvido: é lobo que se aproveita das ovelhas em vez de ser o bom pastor que se doa por elas. Aproveito para pedir orações por Christa, pois ela não consegue mais se aproximar de Deus por causa de seu trauma.</p>
<p><em>O estigma da cor</em>, Jacira Monteiro</p>
<p>Manifestado em palavras e ações, o racismo é uma espécie de abuso. Fere fundo e cria divisões terríveis entre nós. Jacira corajosamente coloca o dedo nessa ferida e nos chama à consciência.</p>
<p><em>Arame farpado no paraíso</em>, Tiago Cavaco</p>
<p>Cavaco é um pastor português que veio ao Brasil e relatou suas impressões, entremeando-as de críticas não só à mentalidade de nosso tempo, mas à cultura evangélica como um todo. Uma de minhas preferidas foi contra nossa inibição de usar uma linguagem sincera para descrever dores. “Damos um tiro no pé quando apresentamos um evangelho que filtrou para fora de seu discurso os abismos da existência — os cristãos devem ser primeiramente exploradores de grutas, e só depois alpinistas. Sem convicção a falar do que é mau, diminui a pertinência falando do que é bom”. Essa tem sido minha ênfase há muitos anos, e sempre fico feliz ao encontrar alguém que não está interessado em dourar a pílula da vida, mas se apresenta como gente de verdade falando para gente de verdade.</p>
<p><em>Um lugar incerto</em>, Fred Vargas</p>
<p>Mais um romance policial incrível desta que é uma Agatha Christie “bombada” na diversão, nos meandros da história e na linguagem mais cuidada e literária. Só queria que a autora fosse tão prolífica quanto Christie e eu pudesse ler uma aventura do delegado Adamsberg por ano até o fim da vida.</p>
<p><em>Uma igreja chamada Tov</em>, Scot McKnight e Laura Barringer</p>
<p>O último do ano também foi o que mais me inspirou. Ao falar de abuso, é muito importante não só denunciar, mas apontar saídas dentro da vontade de Deus. O livro faz isso magistralmente, sem medo de citar nomes celebrados, mas sem deixar o leitor sem esperança. É assim que também quero terminar esta lista: com a esperança de um ano de mais consciência para a igreja e mais irmãos que possam acolher e cuidar de vítimas de abuso de todo tipo. Feliz 2023!</p>
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		<title>O cristão e a vida interior</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 May 2022 02:14:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[A vida cristã é necessariamente uma vida interiorizada. A conversão começa com um olhar duplo: para cima e para dentro. Por sua graça, Deus nos dá um conhecimento correto (não...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A vida cristã é necessariamente uma vida interiorizada. A conversão começa com um olhar duplo: para cima e para dentro. Por sua graça, Deus nos dá um conhecimento correto (não exaustivo) de si mesmo e um conhecimento realista (também não exaustivo) de quem somos. Embora o perdão nos seja dado de uma vez para sempre, esse primeiro arrependimento — “purifica-me do meu pecado” (Sl 51) — precisa ser renovado em toda a caminhada cristã, pois é no tempo que Deus se encontra com seus filhos.</p>
<p>A caminhada com Deus pode conter muitos reveses. É possível começar bem, mas perder-se em algum momento, principalmente quando se está em posição de poder. Penso que foi o que ocorreu a Davi, que cometeu seus maiores pecados, tanto em gravidade quanto em consequências, depois que se tornou rei e gozou de certa estabilidade.</p>
<p>É assim que um cotidiano todo exteriorizado, voltado para as demandas de nossas responsabilidades na igreja, pode acabar nos mudando para pior. Diante da aprovação geral e dos elogios, nós nos enganamos, como se fôssemos canais exclusivos de bênção, como se apenas o outro precisasse de santificação. Nós nos acostumamos com uma leitura funcional da Bíblia, atrelada somente ao bem que podemos fazer e ao discernimento exclusivo dos pecados dos outros e da cultura —<span class="Apple-converted-space">  </span>jamais os próprios. Passamos a nos avaliar fundamentalmente de acordo com o impacto de nossas ações, e não de acordo com o coração de Deus. O tempo de qualidade com Deus, consigo e com os queridos se torna quase inexistente, pois o que somos se resume a nossa utilidade, e nisso nos rebaixamos, deixando de nos enxergar como filhos e adoradores em primeiro lugar.</p>
<p>Esse apontar exclusivo para fora, combinado aos pecados ocultos do coração, forma uma mistura explosiva. A desonestidade não permanece só no olhar, mas gera destruição. Aquela visão realista de nós mesmos desaparece, dando lugar à ilusão de ser deus para o outro. Sim, tudo isso pode ocorrer dentro de um ministério evangélico! E, à medida que o ministério cresce, orgulho e ganância podem tomar a frente. Mascarar a culpa interior com trajes evangélicos é algo perverso, mas bem possível quando passamos de trator por cima da percepção de nossos pecados. Por isso o arrependimento é contínuo; por isso, a vida com Deus é de momento a momento.</p>
<p>Essa é uma tentação para todos, não apenas os líderes: quem não cultiva uma vida oculta com Deus tentará achar sentido para a vida na aprovação humana, transformando os outros em combustível para uma identidade autoforjada que não trará satisfação alguma. A vida oculta com Deus é infinitamente mais rica que a vida sob os holofotes, e é nela que se encontra o valor real de cada pessoa diante de Deus. Nisso está a verdadeira alegria: aprender a admirar os movimentos de Deus em nossa história, mantendo-nos abertos para cada pequeno aspecto desse aprendizado.</p>
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		<title>Confie!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2020 02:56:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem leu meu livro A mente de Cristo: conversão e cosmovisão cristã certamente vai lembrar de quando conto que, em 1995, troquei “love” por “Lord” na música “Oh my Love” do...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem leu meu livro <em>A mente de Cristo: conversão e cosmovisão cristã</em> certamente vai lembrar de quando conto que, em 1995, troquei “love” por “Lord” na música “Oh my Love” do John Lennon para expressar meus sentimentos de nova convertida.</p>
<p><em>Oh my Lord for the first time in my life</em><br />
<em>My eyes are wide open</em><br />
<em>Oh my Lord for the first time in my life</em><br />
<em>My eyes can see</em><br />
<em>I see the wind</em><br />
<em>Oh, I see the trees</em><br />
<em>Everything is clear in my heart</em><br />
<em>I see the clouds</em><br />
<em>Oh, I see the sky</em><br />
<em>Everything is clear in our world</em><br />
<em>Oh my Lord for the first time in my life</em><br />
<em>My mind is wide open</em><br />
<em>Oh my Lord for the first time in my life</em><br />
<em>My mind can feel</em><br />
<em>I feel the sorrow</em><br />
<em>Oh, I feel dreams</em><br />
<em>Everything is clear in my heart</em><br />
<em>I feel life</em><br />
<em>Oh, I feel love</em><br />
<em>Everything is clear in our world</em></p>
<p>Hoje eu ouvi uma versão dessa música só com os vocais, e novamente me emocionei, porque a vida que estou vivendo agora me parecia impossível naquela época. Uma vida não perfeita, obviamente, mas feliz e cheia de propósito. Sinto-me “encaixada” como nunca estive.</p>
<p>Os percalços foram muitos. Em 1995 eu tinha 24 anos, hoje tenho 49. Já vivi mais da metade de minha vida com Jesus. Ao longo desses 25 anos, passei por muitos sofrimentos existenciais — havia muito o que curar, resolver, transformar. Passei pelo desespero de ver que alguns pecados não cediam facilmente, por trapalhadas financeiras, relacionamentos errados, uma ou outra crise de fé, uma depressão moderada.</p>
<p>Como diz outra música, do Coldplay, “Ninguém disse que seria fácil”. Mas com Jesus todo fardo é leve! E de vez em quando ele nos apresenta irmãos mais velhos na fé para mostrar luz lá na frente, quando tudo nos parece trevas. Eu tive os meus. Confie. Ele vai guiar você até lá.</p>
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		<title>Contentamento na imagem pessoal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2020 23:22:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Beleza Feminina]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[Escreveram-me sobre a tristeza de só comprar o que cabe, não o que fica bem. Sobre a insatisfação com o corpo, aqui vai uma resposta triperspectivalista: É vontade de Deus...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Escreveram-me sobre a tristeza de só comprar o que cabe, não o que fica bem. Sobre a insatisfação com o corpo, aqui vai uma resposta triperspectivalista:</p>
<p>É vontade de Deus (Normativo) que nós cuidemos de nossa saúde, tanto física quanto psíquica; portanto, se você sabe ou desconfia de que seu corpo está reagindo a alguma doença, busque tratamento, pois isso será bom para você no longo prazo, independente da estética. Verifique se é o caso de doença celíaca, diabetes, disfunções hormonais e distúrbios alimentares, como a compulsão.</p>
<p>No entanto, se você tem cuidado bem de si e ainda se sente muito magra ou muito gorda, reveja o quanto o meio (Situacional) está impactando negativamente suas emoções (Existencial). Vivemos entre dois padrões: a magreza extrema das passarelas e o famoso corpo “violão” das brasileiras. O plus size tem se apresentado também como um novo padrão desejável — já há modelos gordas que se preocupam muito em não emagrecer para não perder o emprego. Se você detecta que alguém de fora vigia seu corpo para que ele se conforme a algo que está muito longe do formato e das proporções com que você veio ao mundo, pare tudo e vá a Deus em oração. Só Ele pode lhe dar contentamento para que você enxergue seus pontos fortes e os realce com peças específicas, maquiagem, acessórios etc.</p>
<p>Na foto, de 2012, eu estava no máximo de peso a que cheguei na vida. Mas lembro bem que me senti bonita nesse dia, com uma camisa verde de laise, as pulseirinhas, o cabelo ondulado e o relógio com brilho, tudo sinalizando o que eu viria a descobrir como meus estilos principais. Eu me senti mais bela nesse dia do que em muitas fases antigas em que estava magra mas não sabia do que gostava nem do que queria expressar em minha imagem. E também ainda não havia aprendido a me ver com os olhos de Deus&#8230;</p>
<p>Há alegria para você agora, não importa seu peso. E, se precisar de ajuda para uma consultoria de imagem, estou aqui. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
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		<title>Novo ano de vida, novas metas de leitura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2020 18:35:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje é meu aniversário! E uma excelente ideia para o início desta nova etapa da vida — em que tenho 49 anos em vez de 48 — é ler os...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span class="css-901oao css-16my406 r-1qd0xha r-ad9z0x r-bcqeeo r-qvutc0">Hoje é meu aniversário! E uma excelente ideia para o início desta nova etapa da vida — em que tenho 49 anos em vez de 48 — é ler os diálogos de Platão. Já deveria ter lido antes? Acho que não. Quando sabemos no que focar, tudo flui melhor. Como você já deve ter adivinhado, o meu interesse é a estética.</span></p>
<p>Meu professor Ariano Suassuna — sim, estou tendo lições além-túmulo com seu delicioso <em>Iniciação à estética</em> — indicou todos eles, mas sobretudo <em>Fedro</em> e <em>O banquete</em>. Depois disso, <em>Poética</em> de Aristóteles (que já li duas vezes mas há muitos anos), Plotino, Maritain, Kant e Hegel.</p>
<p>Nunca pensei que colocaria Kant e Hegel em lista alguma, mas cá está. Enfim tenho a coragem, o desejo e a confiança de embrenhar-me nesta empreitada. Sei que Deus me ajudará e estou bem feliz.</p>
<p>Claro, essa lista proposta por Suassuna é para iniciantes em filosofia estética. Tenho outras enormes em teologia reformada e consultoria de imagem, que já estudo há bem mais tempo. Estou lendo agora <em>Ravished by Beauty</em>, de Belden Lane, e <em>O mito da beleza</em>, de Naomi Wolf. Lane é cristão reformado e, a meu ver, diz algumas bobagens. Não sei a religião de Wolf, mas sei que é feminista, com uma cosmovisão autorredentora; ainda assim, diz várias verdades. Há que se ler tudo e discernir.</p>
<p>Antes, porém, assegure-se de que tem uma teologia sólida, se não, ficará sem base para o discernimento. Isso vale para o cristão que deseja estudar qualquer área. A teologia não é sistemática necessariamente, mas uma teologia que tem a Bíblia como Palavra de Deus, enxerga-a como um todo coerente e estabelece vários pontos de correlação — atividade viva, ativa — entre a Escritura e a vida diária, em relação não só ao comportamento, mas também à mente e às emoções.</p>
<p>Sim, a preparação para os estudos se dá primariamente no coração. Nunca estamos totalmente prontos, mas devemos nos mover nessa direção por toda a vida. E esse, para mim, é um dos aspectos mais empolgantes da fé cristã! Só isso justifica que, hoje, eu sinta tanta alegria ante a expectativa de explorar mais um veio nessa mina que batizei de Teologia &amp; Beleza. E nesse veio — como se diz atualmente — &#8220;vai ter Platão, Kant e Hegel sim!&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Submissão bíblica na prática — Parte 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2020 23:18:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[Na Parte 1, escrevi sobre o que a submissão bíblica não é. Sobre a definição positiva, perguntei ao André, meu marido: O que significa na prática, pra você, a minha...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na Parte 1, escrevi sobre o que a submissão bíblica <strong>não</strong> é.</p>
<p>Sobre a definição positiva, perguntei ao André, meu marido:</p>
<p><em>O que significa na prática, pra você, a minha submissão?</em></p>
<p>&#8211; Eu acato as decisões dele (Normativo)<br />
&#8211; Eu tenho aprendido a desistir de pressionar ou manipular (Situacional)<br />
&#8211; Do lado mais subjetivo, tenho aprendido a não desprezá-lo quando ele toma atitudes que me desagradam ou revela fraquezas (Existencial)</p>
<p><em>Acatar decisões</em></p>
<p>Em nosso casamento, o processo de decisões é todo democrático, mas está claro para mim que a prerrogativa de bater o martelo é dele; então, tento proceder de modo cuidadoso, não autoritário, desde o começo. André nunca toma uma decisão que afete a nós dois sem me perguntar o que acho. No entanto, o processo chega ao fim, e podemos não concluir a mesma coisa. Se isso acontecer, o martelo está nas mãos dele — e isso é reconfortante para mim, pois eu me sentiria sobrecarregada — por exemplo, culpada demais — se o ônus de uma decisão difícil recaísse mais sobre mim que sobre ele.</p>
<p><em>Desistir de pressionar ou manipular</em></p>
<p>Se o ponto 1 não estiver claro para mim, sofro a tentação de obter o assentimento dele à minha ideia por vias indiretas. Aqui entram chantagem emocional, táticas discursivas, ameaças veladas, falatório até ele ceder etc. Todos esses são estratagemas inerentemente pecaminosos e me fazem mal também, pois me deixam em estado permanente de ira contra ele e contra Deus, pois eu é que me encarrego de mudar a cabeça dele (controle excessivo). Caso ele não se dobre à minha ideia, comparecer diante de Deus para orar e tocar o coração dele rumo ao que penso será muito mais saudável.</p>
<p><em>Aprender a não desprezar</em></p>
<p>Há muitas decepções mútuas no casamento, e precisa ser assim, pois isso significará uma relação verdadeira em vez de idealizações. Minha tendência, quando isso acontece, é desprezar André por ter esperado dele uma atitude diferente. Esse é um aprendizado valioso de consciência da fragilidade humana do outro, empatia e perdão. Quanto mais aprendemos isso, mais nos tornamos capazes de parar com a insistência nas cobranças, ajudando o marido em vários aspectos — sendo que, para mim, o mais importante é oferecer subsídios para que ele possa enxergar-se e compreender-se melhor. Mudanças reais são lentas e precisam de processamento interior. Sejamos pacientes como o próprio Deus é paciente.</p>
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		<title>Submissão bíblica na prática &#8211; Parte 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2020 19:52:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[Cristãos falam muito sobre a submissão feminina, contra e a favor, mas raramente definem com precisão o que querem dizer com o termo.    O que eu quero dizer com...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>Cristãos falam muito sobre a submissão feminina, contra e a favor, mas raramente definem com precisão o que querem dizer com o termo.</div>
<div></div>
<div>   O que eu quero dizer com o termo? Comecemos pelo que eu <i>não</i> quero dizer:</div>
<div></div>
<div>   &#8211; Submissão <em>não é</em> adotar uma atitude exterior: falar em voz baixa, evitar falar muito, ser tímida, vestir-se de determinado modo, aderir verbalmente a certas doutrinas. É possível demonstrar tudo isso e continuar manobrando por baixo dos panos as rédeas do casamento.</div>
<div></div>
<div>   &#8211; Submissão <em>não é</em> de toda mulher para com todo homem. Além de, na prática, isso ser virtualmente impossível, cada pessoa deve submissão apenas à autoridade que está constituída sobre si.</div>
<div></div>
<div>   &#8211; Submissão <em>não é</em> algo que um namorado possa pedir à namorada. Ela deve ser livre para questionar o quanto quiser esse relacionamento, pois tem liberdade para decidir não casar-se. Namoro é teste, é experimento, é conhecimento mútuo; não há autoridade nem sacrifício envolvidos. Também por isso, usar a boca mais para conversar que para beijar é um bom conselho.</div>
<div></div>
<div>   &#8211; Do lado do marido, submissão bíblica <em>não é</em> aproveitar-se de toda situação para que só ele decida tudo sozinho. &#8220;Não é bom que o homem esteja só&#8221; se aplica aqui. Abusar de sua autoridade significa estabelecer-se como ídolo sobre a esposa, tratando-a como se ela fosse uma adoradora do marido e não como pessoa independente e companheira amada que o ajuda em tudo na vida, por ser ele mesmo falho e necessitado de ajuda. Sua ênfase deve ser levá-la a adorar mais e melhor a Jesus, e não a si. Um marido tirano acaba contribuindo com o trabalho do Demônio: ele afasta a esposa de Cristo ao substituir Cristo. Ele precisa desistir da idolatria do eu e valorizá-la mais que a qualquer outra pessoa — ao ponto de sacrificar sua própria vida por ela — para de fato ser um bom marido.</div>
<div></div>
<div>   &#8211; Do lado da esposa, submissão bíblica <em>não é</em> anular-se, ignorando valores pessoais, opiniões e desejos. Não é comportar-se com medo de desagradar o marido a cada passo. Não é votar no candidato dele só porque ele o apóia! Se ela fizer isso — substituir sua responsabilidade pela dele, tornar-se dependente dele e calar seus sentimentos o tempo todo —, estará sob jugo de idolatria, como se o marido fosse <i>Deus</i> (um deus tirano!) em vez de posicionar-se em analogia com Jesus. Se o próprio Deus nos estimula a orar sobre nossas discordâncias com Ele (&#8220;arrazoemos&#8221;, diz o Senhor), imagine então se o homem não puder ser contrariado? O resultado também será o afastamento de Cristo e um relacionamento conjugal doentio. O marido peca, e muito! Ele precisará de toda ajuda possível dela para ser confrontado, com respeito e amor, mas firmeza.</div>
<div></div>
<div>   A submissão é um processo construído por ambos <em>em amor</em>. O marido pede submissão sem empregar a força para não perder a razão. A esposa presta submissão sem diminuir-se nem esquecer que sua identidade está em Cristo, não no marido. É um aprendizado em que o marido se fortalece com o respeito da esposa, e a esposa descansa ao ver que sua confiança no marido é recompensada com provas de amor verdadeiras.</div>
<div></div>
<div>   Para ambos deve estar claro o limite da submissão, que é o mesmo limite da obediência a qualquer outro tipo de liderança: se o marido manda que ela peque — ou seja, que desobedeça a Deus em qualquer aspecto claro da Bíblia —, ela precisa negar-se a isso. Importante: se há dúvidas sobre casos específicos (ou seja, ela acha algo pecado e ele não acha) e ele a força a ir contra a convicção dela, isso se configura violação de consciência. É muito grave. Dificilmente a esposa manterá o respeito pelo marido caso ele não se arrependa desse tipo de atitude.</div>
<div></div>
<div>   Aguarde a Parte 2, em que eu direi o que <em>é</em>, a meu ver, a submissão bíblica.</div>
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		<title>Às solteiras: escolhendo o futuro marido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2020 12:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[Como você sabe, um dos pontos teológicos mais fortes que sustentam o Teologia &#38; Beleza é o Triperspectivalismo de John Frame. Lembra das postagens das &#8220;peneiras&#8221;? Como recebi muitas perguntas...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div>Como você sabe, um dos pontos teológicos mais fortes que sustentam o Teologia &amp; Beleza é o Triperspectivalismo de John Frame. Lembra das postagens das &#8220;peneiras&#8221;? Como recebi muitas perguntas sobre &#8220;namorar ou não namorar&#8221;, vou ensinar a você essas duas aplicações: saiba se está pronta para escolher bem o futuro marido e se seu pretendente satisfaz critérios confiáveis — critérios de Deus em primeiro lugar.</div>
<div></div>
<div></div>
<div><strong>1. Examine sua vida segundo esses pilares:</strong></div>
<div></div>
<div></div>
<div><em>Normativo</em> &#8211; Você crê na Bíblia como Palavra de Deus e na salvação pela fé unicamente em Jesus Cristo, que se sacrificou por nós para nos resgatar da morte para a vida? Se ainda tem dúvidas teológicas básicas, volte várias casas e se fortaleça primeiro nessa área.</div>
<div><em>Situacional</em> &#8211; Você congrega em uma igreja local e conta com autoridades maduras para ensino e aconselhamento? Se não, busque essa rede de apoio antes de pensar em namorar.</div>
<div><em>Existencial</em> &#8211; Você cultiva o relacionamento com Deus em seu quarto, com leitura da Palavra e oração constantes, entendendo o que Ele tem lhe dito ao coração sobre quem você é e do que precisa, de modo pessoal? Se você está perdida nisso, busque mulheres que a ajudem, e deixe o namoro para quando estiver mais segura emocionalmente em Deus. Se não, vai ser grande a chance de desejar um namorado para suprir essa necessidade de Deus (o que é idolatria).</div>
<div></div>
<div></div>
<div>   Quando namorei pessoas erradas, eu tinha mais ou menos firme apenas o Normativo. Não estava desviada da fé, mas não contava com pessoas maduras para me ajudar e tinha muita resistência emocional para comparecer diante de Deus constantemente em oração. Quando isso começou a ser resolvido, eu entendi que precisava ficar sozinha por um tempo para que Deus me desse crescimento espiritual suficiente e eu parasse de escolher errado. Foi depois de alguns anos sem namorar ninguém, em uma igreja com um ensino mais sólido e acompanhamento constante, que conheci o André. <i>Os três pilares são imprescindíveis.</i></div>
<div></div>
<div></div>
<div><strong>2. Para decidir se dá uma chance ao rapaz:</strong></div>
<div></div>
<div></div>
<div><em>Normativo</em> &#8211; Ele é de fato um filho de Deus? Crente fiel e sincero? Não tenha medo de avaliar bem esse quesito. Converse bastante com ele.</div>
<div><em>Situacional</em> &#8211; Como é a vida dele? O namoro é possível? Ele conta com boa avaliação das autoridades da igreja que estão sobre ele? Se lhe dizem que não é um rapaz confiável, não seja teimosa. Conheço vários casamentos que começaram assim e terminaram em divórcio.</div>
<div><em>Existencial</em> &#8211; Ele agrada você? Está dentro dos seus critérios pessoais de como deve ser seu marido?</div>
<div></div>
<div></div>
<div>   Para tomar decisões, o Normativo deve ser o primeiro critério a ser considerado. A Palavra de Deus é clara sobre isso? Sim, proibindo o &#8220;jugo desigual&#8221; (2Co 6.14-15), ou seja, casamentos entre crentes e descrentes. Porém, todas as &#8220;peneiras&#8221; fazem parte do processo de decisão. Não minimize o Situacional nem o Existencial; você precisa saber se as circunstâncias são favoráveis e também tem o direito a suas preferências! Só atente para que essas preferências sejam de fato importantes para o casamento. &#8220;Bonito&#8221; é um critério muito menos importante, no final das contas, que &#8220;carinhoso&#8221;. O homem pode ser lindíssimo, mas se você adora um chamego e ele é do tipo mais frio, pode ser difícil ajustar isso.</div>
<div></div>
<div></div>
<div><em><strong>Exemplo prático</strong></em></div>
<div></div>
<div></div>
<div>Vou dar um exemplo sobre a questão intelectual, que foi uma das mais fundamentais para mim. Muitas moças me disseram que, para elas, a inteligência é muito importante, mas elas ouvem que não deveriam estabelecer esse critério porque os homens têm medo de mulheres muito inteligentes. Eu respondo com todas as letras que esses homens não serão para elas. Como eu posso ter tanta certeza disso? Além do fato óbvio de que rapazes medrosos e inseguros sempre se sentirão ameaçados, e não gratos, pelas qualidades femininas — e dos medrosos e inseguros é melhor ficar longe —, a inteligência é um dom de Deus, e não um pecado. Uma mulher que está firme na fé e tem como prioridade o aprimoramento teológico (Normativo), é estimulada a continuar assim pela igreja local e por sua rede de convivência (Situacional) e entende que, em sua vida pessoal, Deus tem confirmado Sua vontade para ela, dando-lhe mais e mais oportunidades para reafirmar sua vocação intelectual e exercitar seus dons (Existencial) só terá a perder com um marido alheio a tudo isso. Deus é Pai! Nenhum pai terreno escolheria para sua filha com essa vocação específica, de bom grado, um marido que não tem condições intelectuais. Pode acontecer até, mas esse marido será um contrapeso (talvez por causa do orgulho dela?), e não alguém que a puxa para cima. Deus pode dar cônjuges que são contrapeso? Pode, claro! Mas avalie bem se é o caso, ou se, na verdade, você está escolhendo mal porque cansou de esperar ou tem medo de ficar sozinha. Suspeito de que isso seja bem mais comum.</div>
<div></div>
<div></div>
<div>   Fique firme nos três pilares e saiba quem você é diante de Deus; não diminua seus critérios se o próprio Deus os confirma.</div>
<div></div>
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		<title>Rute: um raio de realidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 02:15:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto publicado originalmente na revista da Box95 Quando li pela primeira vez o livro de Rute, eu estava em uma situação bastante difícil. Aos vinte e poucos anos, solteira e...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Texto publicado originalmente na revista da Box95</em></p>
<p>Quando li pela primeira vez o livro de Rute, eu estava em uma situação bastante difícil. Aos vinte e poucos anos, solteira e morando com os pais, era a única convertida da família – espremendo-me devagar e doloridamente para fora dos velhos padrões – quando me reconheci apaixonada por um homem que havia disfarçado aos olhos alheios sua condição de “casado e enrolado”: a mulher tinha saído de casa e ele continuava atraindo a presença feminina, exibindo despreocupado a mão esquerda sem aliança. Era-me três vezes proibido: além de casado, pertencia a outro braço da confissão cristã e, pelo pouco que sabia da Bíblia, via-se com clareza que não conhecia o Deus verdadeiro. Quando dei por mim, porém, apesar de todos esses empecilhos, estava chorando e pedindo a Deus o que não poderia obter.<br />
O livro de Rute, nesse contexto, foi um raio de realidade que explodiu na minha cabeça. A situação dela era bem mais complicada que a minha. Não se sabe quando foi escrito – segundo a Bíblia de Genebra, provavelmente no período em que reinou Davi (c. 1.000 a.C.) – , mas se depreende de toda a Escritura que, nos tempos antigos, o desamparo da mulher que ficasse sem marido era bem maior que hoje.</p>
<p>Viúvas e sem sustento, Noemi e Rute, sua nora, voltam de Moabe a Belém, causando pena aos moradores locais (Rt 1.19). Na época, a lei (Lv 19.9-10, Dt 24.19) mandava que se deixassem produtos das colheitas para os pobres. Rute propôs beneficiar-se desse costume e acabou colhendo nas terras de um parente de Noemi, Boaz, que tinha “muitos bens” (2.1) e ainda era um de seus resgatadores, ou seja, o parente responsável por receber a viúva em casamento. Por isso Noemi dá aqueles conselhos a Rute que hoje nos soam tão estranhos: arrumar-se toda bonitona e deitar aos pés de Boaz. O que nos parece algo impróprio era, na verdade, um pedido não verbal de “casa comigo”, o que Rute faz também verbalmente: “Estende a capa sobre a tua serva, porque tu és resgatador” (3.9). A resposta de Boaz, tão acolhedora, nos emociona e faz pensar que ele queria o mesmo desde que a viu nos campos (2.5-7, 3.10). Mas o resgate era um processo delicado, com várias regras, como explicou ele a Rute: “outro resgatador há mais chegado do que eu. (…) se ele te quiser resgatar, bem está, que te resgate; porém, se não lhe apraz resgatar-te, eu o farei, tão certo como vive o Senhor” (3.13). Boaz era um homem honrado e cumpridor das leis de Deus. Jamais poria seus desejos acima do respeito ao Senhor, à comunidade e à própria Rute. Todo o episódio demonstra integridade, retidão, paciência e fé. E Boaz, como sabemos, foi recompensado.</p>
<p>Perdida em meio a tanta confusão relacional no mundo – intimidades excessivas sem garantia alguma, traições banalizadas, votos conjugais rompidos por quase nada –, fui ensinada por Deus, aos vinte anos, que Suas decisões são morais. Por que Ele escolheria para mim um homem que, tendo desonrado o primeiro compromisso sem sinais de grandes arrependimentos, já demonstrava dubiedade e impiedade? Eu era responsável pelo que via e precisava aprender a dizer não. Os anos que se seguiram, em que eu desaprendia os jeitos do mundo e aprendia os de Deus, foram preparação para o casamento que vivo agora – e a qualidade de meu casamento me espanta sempre que olho para trás e vislumbro de onde vim. O livro de Rute, tanto tempo depois, ainda me emociona como na primeira leitura. Que seja um modelo para você também, hoje, essa história de amor em que a necessidade das viúvas, os costumes humanos e os valores do Reino foram belamente concertados pela mão de nosso Senhor.</p>
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		<title>As três peneiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Norma Braga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2020 19:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[Conversei sobre minhas dificuldades de decisão com meu amigo Davi Charles Gomes, que buscou me esclarecer sobre três “peneiras” às quais era útil, para um cristão, submeter suas opções. “A...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-body entry-content">Conversei sobre minhas dificuldades de decisão com meu amigo Davi Charles Gomes, que buscou me esclarecer sobre três “peneiras” às quais era útil, para um cristão, submeter suas opções. “A primeira é a <strong>normativa</strong>”, disse-me, “pois antes de tudo precisamos saber se o que cogitamos fazer é lícito diante de Deus.” Confidenciei-lhe que, de fato, as opções que me restavam já haviam passado por esse crivo. “Ótimo”, respondeu. “A segunda é a circunstancial (<strong>situacional</strong>), que consiste em testar os limites da realidade para o que pensamos fazer.” Ou seja, eu deveria conhecer os trâmites de cada uma de minhas opções, para saber se poderia realizá-las. Deus, nessa segunda peneira, me ajudaria a discernir entre objetivos alcançáveis e inalcançáveis. Finalmente, a terceira peneira, o coração (<strong>existencial</strong>). “Se o que você pensa fazer está correto segundo os padrões de Deus e é realizável, resta decidir o que você mesma quer mais.” Ponderei que até cristãos costumam pular diretamente para a terceira peneira, com uma impaciência que acaba sendo fonte de muitos arrependimentos.</div>
<div class="post-body entry-content">
<p>A igreja evangélica brasileira costuma de fato confundir as três peneiras, aplicando-as sem critério. Limites normativos são impostos em questões de menor importância, enquanto um deslimite subjetivista dilui claras instruções bíblicas. “Por isso é importante utilizar sempre os três critérios na ordem”, concluiu ele.</p>
<p>Toda essa conversa brotou-me à mente enquanto lia um livro sobre Rimbaud, poeta francês que, brigado com Deus, buscava se superar pela palavra. Seus poemas revelam uma luta constante contra uma profunda falta de esperança, o sentimento de fatalidade, o medo da inexistência de um “além” libertador e o risco constante de aniquilamento do eu. Se a vida com Deus se resume a progressivos “sim” que damos a Ele, paradoxalmente somos mais livres quando a peneira menor – nossos desejos – está contida na maior, a dos desígnios santos de um Deus santo e apaixonado por nós. É quando podemos nos referir com alegria à perfeita liberdade em Cristo, que nos faz exclamar como Sulamita ao rei Salomão: “Eu sou do meu amado.”</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<p><em><strong>Update 1:</strong> Esse texto foi publicado originalmente em 2006, no Jornal Palavra, que não existe mais.</em></p>
<p><em><strong>Update 2:</strong> Hoje eu sei que Davi estava me dando uma lição de Triperspectivalismo. <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Essa sacada incrível do teólogo John Frame tem norteado muito do que penso desde então. Serve não só para tomar decisões, mas para detectar inconsistências nos sistemas de pensamento mais sofisticados. Vern Poythress oferece uma análise ampla de vários deles em seus livros.</em></p>
<p><strong><i>Update 3:</i></strong><em> Um rapaz me perguntou no Instagram se deveria namorar uma jovem piedosa, mas sem sentir atração por ela e sem achá-la bonita. De acordo com o critério das três peneiras, ele parece estar priorizando a ordem de Deus contra jugo desigual (Normativo), o que é correto, mas deixando de lado um ponto importante no casamento, a atração, que é uma preferência do coração (Existencial). Nesse caso, eu lhe respondi que pensasse se há possibilidade de mudança. Se não, é melhor não namorar.</em></p>
<p><em><strong>Update 4:</strong> Em dias de pandemia pelo Coronavírus, use as três peneiras para todas as decisões a tomar, na ordem: o que a vontade expressa de Deus nos ordena em sua Palavra; o que as circunstâncias permitem; o que está no coração. Há cristãos que ignoram a Normativa, sempre com péssimos resultados. Há os que têm dificuldade de aplicar a vontade de Deus às situações concretas e fecham os olhos para os limites da realidade (por exemplo, pastores que estão deixando suas igrejas abertas para reuniões com mais de cem membros). E há os que acreditam que os desejos pessoais não importam. Mas Deus criou as três perspectivas. Não menospreze nenhuma delas. </em></p>
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